Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe. Entre a fogueira e os prisioneiros há um caminho ao longo do qual se construiu um muro. Ao longo deste muro, imagine homens que transportam toda a espécie de objetos, que o ultrapassam. Aquelas pessoas acostumadas a verem sombras projetadas na parede da caverna só poderiam julgar que a realidade era a sombra dos objetos.
(Platão. A República, 1993. Adaptado.)
A alegoria da caverna de Platão é uma viva exposição de sua filosofia. Segundo as suas palavras, os habitantes da caverna