Questão
Simulado UNESP
2020
1ª Fase
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000114007
Texto I 

“Acho que uma das coisas mais sinistras da história da civilização ocidental é o famoso dito atribuído a Benjamim Franklin, ‘tempo é dinheiro’. Isso é uma monstruosidade. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida...

”(Disponível em https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Movimentos-Sociais/Antonio-Candido-inaugura-biblioteca-do-MST-e-fala-da-forca-da-instrucao/2/11075, acessado em 16.09.2019. )

Texto II

[...] diga-se também que há três tempos: pretérito, presente e futuro, como ordinária e abusivamente se usa. Não me importo nem me oponho nem critico tal uso, contanto que se entenda o que diz e não se julgue que aquilo que é futuro já possui existência, ou que o passado subsiste ainda. Poucas são as coisas que exprimimos com terminologia exata. Falamos muitas vezes sem exatidão, mas entende-se o que pretendemos dizer! 

(AGOSTINHO, 1981, p. 309-310).(Disponível em https://www.marilia.unesp.br/Home/RevistasEletronicas/FILOGENESE/GiovaniFernandoCardoso(81-91).pdf,acessado em 16.09.2019.)

O primeiro texto refere-se a um comentário feito pelo crítico Literário Antônio Candido (1928-2017), no qual ele faz uma reflexão sobre o tempo. No segundo, observa-se uma reflexão sobre o mesmo tema, elaborada por Santo Agostinho (354 –430 d.C), filósofo medieval.

Considerando os dois textos, assinale a alternativa correta.
A
Nos dois textos percebe-se uma crítica radical à forma prática e cotidiana de como lidamos com o tempo.
B
No primeiro texto, Candido ao criticar o capitalismo, faz uma apologia do “aproveitar o momento”; já no segundo texto, a análise do tempo serve para que Santo Agostinho defenda a tese de que é preciso usar o presente para louvar a Deus.
C
Os dois textos nos advertem das ilusões em relação a como o tempo é percebido de forma psicológica e cultural.
D
No texto I, Antonio Candido desconsidera a forma como o tempo age sobre o homem, relacionando-a à prática cotidiana; já Santo Agostinho considera o tempo somente na sua dimensão de futuro.
E
A discussão do tempo para Santo Agostinho tem relevância na medida em que a questão da eternidade é importante para o Cristianismo; observa-se a mesma preocupação no texto de Antonio Candido, uma vez que o crítico literário defende uma visão menos profana do uso do tempo.