Texto I
Mais dados serão criados em 2018 do que nos últimos 200 mil anos. A cada minuto, são 47 mil corridas de Uber, 456 mil tuítes e 3,6 milhões de buscas no Google. Esse enorme volume de informação tem se tornado o combustível da nossa sociedade. Usuários compartilham seus dados pessoais sem conhecimento das práticas e formas com que são manipulados e reorganizados por terceiros. Quando usuários perdem o domínio sobre seus dados, existe um risco concreto de infrações contra liberdades e direitos.
(El País, Rumo à consolidação da proteção de dados pessoais no Brasil, 31/mai/2018. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/31/opinion/1527777656_680946.html. Acesso em: 23/10/2020).
(El País, Rumo à consolidação da proteção de dados pessoais no Brasil, 31/mai/2018. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/31/opinion/1527777656_680946.html. Acesso em: 23/10/2020).
Texto II
Shoshana Zuboff (Nova Inglaterra, Estados Unidos, 1951) realizou o sonho de todo ensaísta com seu livro The Age of Surveillance Capitalism (a era do capitalismo de vigilância): reconhecer, dissecar e dar nome a uma tendência econômica que já estava em andamento havia 20 anos. (...) Zuboff também é uma das protagonistas de O Dilema das Redes, documentário da Netflix que revela a variedade de efeitos nocivos das redes sociais e que está tendo muita repercussão. O capitalismo de vigilância existe há apenas 20 anos. Até agora fez o que quis sem um único freio legal. Até que a Espanha aprovasse a lei do direito ao esquecimento, não havia sido colocado o primeiro obstáculo. Acabamos de começar. Do ponto de vista dos Estados Unidos, de onde essas empresas vêm, não fizemos absolutamente nada para contê-las. É muito importante que agora se esteja começando a pensar em como fazer. Não vejo razão para não conseguirmos se tivermos motivação para isso.
(El País, Shoshana Zuboff: “O neoliberalismo destroçou tudo. Temos que começar do zero”, 11/out/2020. Disponível em: https://brasil.elpais.com/ideas/2020-10-11/shoshana-zuboff-oneoliberalismo-destrocou-tudo-temos-que-comecar-do-zero.html. Acesso em: 23/10/2020.)
Considerando os textos acima, pode-se concluir que: