Texto I:
A terra é um bem comum
Que pertence a cada um.
Com o seu poder além,
Deus fez a grande Natura
Mas não passou escritura
Da terra para ninguém.
Se a terra foi Deus quem fez,
Se é obra da criação,
Deve cada camponês
Ter uma faixa de chão.
Quando um agregado solta
O seu grito de revolta,
Tem razão de reclamar.
Não há maior padecer
Do que um camponês viver
Sem terra pra trabalhar.
O grande latifundiário,
Egoísta e usurário,
Da terra toda se apossa
Causando crises fatais
Porém nas leis naturais
Sabemos que a terra é nossa.
(Disponível em: https://www.culturagenial.com/patativa-do-assare-poemas/ Acesso em 29 de agosto de 2021)
Texto II:
Nesse poema, Patativa do Assaré expõe seu ponto de vista a favor do uso social da terra. É um texto que carrega forte carga política, defendendo que todos os camponeses devem ter seu pedaço de chão para plantar e colher.
O poeta critica os donos de enormes áreas, utilizadas para fins pouco sustentáveis (damos como exemplo a monocultura e o pasto) com o objetivo de enriquecer ainda mais, enquanto os trabalhadores do campo ficam sem terrar para tirar seu sustento.
Podemos perceber também a ideia de que, para ele, no campo da espiritualidade Deus não aprova esse sistema baseado na propriedade privada e desigualdades.
(Disponível em: https://www.culturagenial.com/patativa-do-assare-poemas/ Acesso em 29 de agosto de 2021)
Marcada por regionalismo e pela diversidade cultural, a poesia de Patativa do Assaré explora temáticas relevantes para a denúncia social. Além disso, no que diz respeito ao aspecto formal destaca-se: