Texto I

A artista Tamikuã Txih vê na arte um meio de promover a proteção física e espiritual dos corpos, territórios e conhecimentos dos povos originários. Indígena da etnia Pataxó e integrante da comunidade Tekoa Itakupe, Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo, as obras da artista transitam entre diversas expressões, como pintura, intervenção urbana e vídeo.

Mural feito pela artista indígena Tamikuã Txihi, que faz parte da exposição permanente do Museu das Culturas Indígenas — Foto: Divulgação
(Disponível em <https://casavogue.globo.com/mostrasexpos/arte/noticia/2023/04/artistas-indigenas.ghtml > Acesso em 19 ago. 2023.)
Texto II
A relação da indígena artista Tamikuã Txihi com a onça vem desde o seu nascimento. Tamikuã cresceu ouvindo e aprendendo, com sua Avó e Mãe, histórias e memórias de sabedoria e força da onça. Sua mãe se pintava de onça toda vez que nascia uma criança e na festa do Sol, importante rito do povo Pataxó. A pintura sagrada traz a força e a proteção da onça que ensina a ter paciência, agilidade, visão, coragem, concentração e sabedoria.
Na arte, Tamikuã Txihi tem a onça como um símbolo de inspiração, luta e resistência pela vida. Para a indígena artista, a onça representa força, sabedoria, agilidade e habilidade. É a líder espiritual das floresta e rios, é quem guia o povo.
Hoje, a onça é símbolo de força, sabedoria, habilidade e agilidade, a protetora e pajé das matas, vivendo entre o mundo de cima, de meio e do fundo. Sua força que vem do alto lhe deu a habilidade de escalar os topos das árvores. Sua força do meio, a grande agilidade de correr e enxergar no escuro. Sua força do mundo do fundo lhe liga fortemente às águas, lhe dando a habilidade de nadar.
(Disponível em <https://museudasculturasindigenas.org.br/exposicoes/mymbai-pedindo-licenca-aos-espiritos-dialogando-com-a-mata-atlantica/> Acesso em 19 ago. 2023.)
Tendo em vista o que se aponta no Texto II sobre a simbologia da onça, pode-se dizer que a arte apresentada no texto I é forma de proteção, pois