Questão
Universidade do Estado do Pará - UEPA
2016
Fase Única
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000211717
Texto I

Os elementos na forma prática

Na Natureza, existem quatro fontes primordiais de energia: o Fogo, o Ar, a Água e a Terra. Magia é a Alquimia que podemos fazer com estas quatro formas de energia.

Se a quantidade de energia no Universo é constante e não pode ser criada, temos que retirá-la de algum lugar se quisermos continuar vivos. É o que todo mundo faz. Mas aprendemos também que ela pode ser transformada; isto é o que a Magia procura: a transformação das próprias energias, sem ter que disputá-las com ninguém.

Todas as pessoas que estão no mundo, lutando por sua parcela de felicidade, vão batalhar a vida levando apenas quatro armas: seu Fogo, seu Ar, sua Água e sua Terra.

O Fogo e o Ar fazem parte do eixo ativo: mostram de que maneira vamos atuar no mundo – ou impulsiva ou racionalmente. São as Energias do Caminho.

A Água e a Terra fazem parte do eixo receptivo: mostram de que maneira vamos reagir ao mundo e receber o que ele nos dá – ou emocional ou sensatamente. São as Energias do Destino.

As duas energias do eixo ativo e as duas energias do eixo receptivo se excluem mutuamente: Não podemos ser ao mesmo tempo racionais e impulsivos, como não podemos ser emocionais e sensatos.

Vamos saber usar bem uma Energia do Caminho: o impulso (vontade, intuição) ou a inteligência. E uma Energia do Destino: a emoção ou a sensatez. Não vamos saber usar bem as quatro armas; ninguém nasce pronto. Podemos fazer o Caminho do Fogo ou o Caminho do Ar.

O Fogo é o Caminho do Guerreiro; neste caminho, a vida passa a ser uma batalha e o importante é ganhar, como em todas as batalhas. Se caminharmos pelo Ar, fazemos o Caminho do Sábio, pois não há vitórias nem derrotas, o que existe é sabedoria ou ignorância. O importante é compreender.

Buscamos uma das duas fontes primordiais de energia que nos dão prazeres e compensações: a Terra ou a Água, o corpo ou a alma, o poder ou a criatividade. São nosso Destino. Todas as nossas ações têm como meta o sucesso e a plenitude ou no plano material (o poder) ou no plano emocional (a criatividade).

Manipulamos estas energias todos os dias, mas não pensamos muito nisso: se somos Filhos da Terra, temos que trabalhar duro porque nada é fácil para nós; se somos Filhos da Água, vamos estar sempre envolvidos com problemas emocionais. Só depois de viver e de sofrer é que percebemos que conquistar qualquer um destes reinos não nos traz a esperada felicidade: precisamos dos dois.

Dessa forma, como o mundo físico é o único que podemos conhecer, este mundo veio sendo organizado ao longo dos tempos e temos leis para regular nossas necessidades de energia material. Embora se saiba que precisamos de alimento para sobreviver, não podemos sair por aí arrancando o sanduíche das mãos de
alguém só porque estamos com fome: existem regras para obter a nossa energia de Terra. Terra, corpo que, a cada dia, se constitui do corpo daqueles que deixaram de viver. A terra é um grande estômago.

Mas também temos necessidades no plano da Água. Também temos fome de carinho, amor, aprovação. E, neste plano, não existem juízes, tribunais ou sindicatos: é cada um por si. Existe uma ética, é claro. Mas não existem leis, portanto não existem penalidades.

No plano material, não podemos ferir ou matar alguém porque vamos responder a um processo. No plano emocional, ferimos e somos feridos, matamos e somos mortos e não há leis que nos protejam.

Temos tendência a valorizar o plano físico, porque os sofrimentos do corpo são visíveis; mas a miséria da alma causa tanto sofrimento quanto a miséria do corpo. Se não fosse assim, pessoas ricas não se suicidavam. Precisamos estar minimamente equilibrados em todos os planos para poder sobreviver.

(Texto adaptado. http://astrologiaautoconhecimento.blogspot.com/2011/06/os-elementos-de-forma-pratica.html. Acesso em 19/09/2015.)

A expressão “A terra é um grande estômago.” O elemento terra pode ser compreendido como um elemento:
A
no qual os demais elementos se desenvolvem, compartilhando suas características energéticas, além de suas plenitudes.
B
 indispensável para que os outros elementos se mantenham dentro de seus padrões desenvolvimentistas, objetivando o seu desenvolvimento.
C
no qual todos os demais elementos da natureza vivem seus ritos de passagem.
D
no qual são resguardados os demais elementos da natureza em sua plenitude.
E
ao qual se adaptam e se equilibram os demais elementos da natureza.