Zumbi o, zumbi (zumbi o, zumbi)
Zumbi o, zumbi (zumbi o, zumbi)
Zumbi, não vá, a menos que você diga para eu ir (zumbi)
Zumbi não vai parar, a menos que você diga para eu parar (zumbi)
Zumbi não vai virar, a menos que você diga para eu virar (zumbi)
Zumbi não vai pensar, a menos que você diga para eu pensar (zumbi)
Diga-me para ir direto
Um joro, jara, joro
Sem pausa, sem emprego, sem sentido
Um joro, jara, joro
Diga-me para ir matar
Um joro, jara, joro
Sem pausa, sem emprego, sem sentido
Um joro, jara, joro
Diga-me para extinguir
Um joro, jara, joro
Sem pausa, sem emprego, sem sentido
Um joro, jara, joro
Vá e mate! (Joro, jaro, joro)
Vá e morra! (Joro, jaro, joro)
Vá e saciar! (Joro, jaro, joro)
Colocar sou para reverso! (Joro, jaro, joro)
Fela Kuti, Zombie, 1977.
[...] o choque culminou na tragédia de 18 de fevereiro de 1977. Naquele dia, aproximadamente mil soldados invadiram a residência de Fela Kuti – denominada República Kalakuta, um território declarado independente da ordem do resto do país – e tocaram, literalmente, o terror. [...] O ataque à Kalakuta aconteceu depois de uma apresentação de Fela Kuti e sua banda Afrika 70 no Festac – Festival de Arte e Cultura Negra. O ódio dos militares veio à tona depois da apresentação da música Zombie, [...]. A música estava entre os maiores sucessos de Fela no período e sua execução ao vivo era certeza de retaliação militar.
ZWETSCH, Ramiro; NOGUEIRA, Lígia. Com a morte no bolso. Disponível em: ,www.radiolaurbana.com.br/com-a-morte-no-bolso>. Acesso em: 22 jan. 2016.
A primeira citação foi retirada de uma música de protesto, composta e lança pelo músico nigeriano Fela Anikulapo Kuti, em 1977. A segunda foi extraída de um texto historiográfico e jornalístico em que os pesquisadores Ramiro Zwetsch e Lígia Nogueira analisam a repercussão do lançamento da mesma música, no contexto da Nigéria pós-independência. A partir da perspectiva apresentada nos trechos selecionados, é correto afirmar que a obra de Fela Kuti