“No ano de 1831, a vila de Crato, sede de Comarca do Cariri Cearense, foi invadida por homens que, segundo relatos, carregavam “cacetes e facas e infundiam terror à população da vila. Ainda conforme as notícias, eram os “homens de Jardim, inconformados com a abdicação de D. Pedro 1, pois acreditavam que o monarca teria sido obrigado a deixar o cargo e voltar para Portugal. Sobre o comando desses homens estavam Joaquim Pinto Madeira e o Padre Manoel Antônio de Sousa. Essa revolta, que durou até meados de outubro de 1832, ficou conhecida como Guerra Civil ou revolta do Pinto Madeira e seu “exército”, como cabras”.
(In: Irfii, Ana Sara R.P.Cortez. Pinto Madeira e seu ‘exercito de cabras’: conflitos políticos e sociais no Cariri Cearense pos-independência. CLIO: Revista de Pesquisa Histórica, jan.-jun. 2017, p. 201)
Sobre os “cabras”, homens que viviam nos sertões do Ceará,
I. Eram considerados perigosos pelas autoridades e pela classe senhorial, devendo ser vigiados, por serem de índole imprevisível.
II. Eram vistos como inferiores pela classe dominante, por serem considerados mestiços, camponeses pobres e em sua maioria, analfabetos.
III. Eram vistos como voltados ao fanatismo religioso e brutais, por parte da classe senhorial.