A antropóloga brasileira Anahi Mello (2016) propôs que, no Brasil, se adote o termo capacitismo para, em primeiro lugar, visibilizar uma forma peculiar de opressão contra as pessoas com deficiência e, assim, dar mais atenção política a esse segmento social. E, em segundo lugar, vale ressaltar que, para desconstruir as fronteiras entre deficientes e não deficientes, é necessário explorar os meandros do que a antropóloga chama de “corponormatividade” de nossa estrutura social, pois é preciso dar nome a um tipo de discriminação que se materializa na forma de mecanismos de interdição e de controle biopolítico de corpos com base na premissa da incapacidade, ou seja, no que as pessoas com deficiência podem ou são capazes de ser e fazer.
MELLO, A. G. de (2016). “Deficiência, incapacidade e vulnerabilidade: do capacitismo ou a preeminência capacitista e biomédica do Comitê de Ética em Pesquisa da UFSC”.
Partindo do exposto, é correto afirmar que o termo “capacitismo”