Questão
Simulado UNESP
2020
1ª Fase
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000110799
E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para o uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amor é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “experiência amorosa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço.

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Trad. Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2003 (p. 22).

De acordo com essa definição, o trecho que NÃO se aplica à temática é
A
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga (Pitty – Admirável Chip Novo).
B
Não aguento ser apenas 
um sujeito que abre 
portas, que puxa 
válvulas, que olha o 
relógio, que compra pão 
às 6 da tarde, que vai 
lá fora, que aponta lápis, 
que vê a uva etc. etc. 
Perdoai. Mas eu 
preciso ser Outros (Manuel de Barros – O retrato do artista quando coisa)
C
Eram as sedes dos quatro ministérios entre os 
quais se dividia a totalidade do aparato governamental. 
O Ministério da Verdade, responsável por notícias, 
entretenimento, educação e belas - artes. O Ministério 
da Paz, responsável pela guerra. O Ministério do 
Amor, ao qual cabia manter a lei e a ordem. E o 
Ministério da Pujança, responsável pelas questões 
econômicas. Seus nomes, em Novafala: Miniver, 
Minipaz, Minamor e Minipuja. (George Orwell – 1984).
D
Sou pastor; não te nego; os meus montados 
São esses, que aí vês; vivo contente 
Ao trazer entre a relva florescente 
A doce companhia dos meus gados;
 
Ali me ouvem os troncos namorados, 
Em que se transformou a antiga gente; 
Qualquer deles o seu estrago sente; 
Como eu sinto também os meus cuidados (Cláudio Manuel da Costa – Poemas).
E
— Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios...
— Oh, não tem de quê, eu também só ando a cem... 
(...)
— Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
— Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança.
— Por favor, telefone, eu preciso beber alguma coisa rapidamente...
— Pra semana...
— O sinal...
— Eu procuro você...
— Vai abrir! Vai abrir!
— Prometo, não esqueço...
— Por favor, não esqueça...
— Não esqueço, não esqueço...
— Adeus... (Paulinho da Viola – Sinal Fechado)