Questão
Simulado USP - FUVEST
2022
1ª Fase
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000246474
Nos atuais debates sobre a globalização, como nas discussões sobre a pós-modernidade, existe uma pressuposição-chave compartilhada pela maioria dos participantes: a do caráter único da nossa época como a era par excellence da aceleração da mudança cultural e social, da "compreensão do tempo-espaço" seguindo uma revolução das comunicações, de uma economia global dominada por corporações multinacionais, da americanização ou até da “McDonaldização” do mundo e assim por diante. Em alguns aspectos, nossa época é realmente única, mas assim o foram outras gerações e outros séculos. Estamos longe de ser as primeiras pessoas a ficarem preocupadas ou excitadas pela ideia de que nossas experiências são muito diferentes daquelas das gerações passadas. De fato, se definirmos globalização como um processo de contatos cada vez mais intensos - sejam econômicos, políticos, ou culturais - entre diferentes partes do mundo, então é necessário admitir que esse processo vem se desenvolvendo há milhares de anos – com interrupções relativamente menores em alguns lugares, como no Império Romano em declínio. Que esse processo de interação entre diferentes partes do globo aumentou sensivelmente a importância no século XIX, especialmente no fim do período, é o tema de dois recentes estudos históricos, de um escritor italiano e de outro, inglês.

(Peter Burke. Quando foi a globalização? In: O historiador como colunista: ensaios da Folha. RJ: Civilização Brasileira, 2009. Adaptado).

O uso das segundas aspas no texto justifica-se pela construção de
A
um jargão econômico que justifica a globalização.
B
uma gíria construída para explicitar a globalização.
C
um neologismo justificado pela argumentação do texto.
D
uma ênfase do discurso que marca comprovação argumentativa.
E
uma palavra estrangeira como forma de conceituação.