No caso da Grécia, a evolução intelectual que vai de Hesíodo a Aristóteles pareceu-nos estabelecer uma distinção, orientada pela razão, entre o mundo da natureza, o mundo humano e o mundo das forças sagradas. Essa distinção, porém, é sempre mais ou menos mesclada ou aproximada pela imaginação mítica, que às vezes confunde esses diversos domínios.
(Jean-Pierre Vernant. Mito e pensamento entre os gregos, 1990. Adaptado.)
O texto caracteriza