“Em certas regiões da África, a frequência de um alelo que causa a anemia falciforme (ou siclemia) tornouse muito alta. Os indivíduos homozigotos apresentam anemia e problemas circulatórios que podem ser fatais. Os heterozigotos ou não têm a doença, ou a apresentam em forma branda, que não prejudica a sobrevivência do indivíduo. Além disso, eles são resistentes à malária, o que garante, nessas regiões africanas, uma frequência maior de indivíduos heterozigotos do que em regiões africanas onde não há malária.
De acordo com a teoria da evolução, poderíamos esperar que, uma vez erradicada a malária, a frequência do alelo para a anemia diminuísse. Essa expectativa foi confirmada em um estudo, através do qual a frequência do alelo diminuiu para 4,2% em imigrantes de regiões malarígenas na população dos Estados Unidos. A maioria dessa população emigrou das regiões malarígenas da África ocidental há cerca de 300 anos e, nessas regiões, a frequência do alelo é de 12%”.
LINHARES, Sérgio; GEWANDSZNAJER, Fernando. Biologia Hoje. São Paulo: Ática, 2013. (Adaptado)
Em relação ao texto acima e em seus conhecimentos, a frequência diminuída do alelo para a anemia falciforme ocorreu devido à (ao)