A clonagem existe na natureza há muito tempo. Como exemplo, temos os gêmeos univitelinos e a propagação de plantas, como a cana-de-açúcar e a batata. A criação da ovelha Dolly (um clone produzido em laboratório) representou um marco para a história da genética e, atualmente, cientistas defendem a clonagem humana, seja para fins terapêuticos ou somente para gerar cópias de seres humanos. Por outro lado, vários segmentos da sociedade, principalmente a Igreja, têm condenado esta prática, caracterizando-a como imoral e taxandoa de nazista. Segundo o Vaticano, os cientistas tentam reviver as experiências de homogeneização da raça, feitas pelos alemães durante a II Guerra Mundial.
Texto composto – Pesquisa Fapesp, nº 73, março/2002 e Revista Veja, agosto de 2001.
Com base no texto e em seus conhecimentos, é correto afirmar que
I) uma das críticas à utilização da clonagem é ela poder caracterizar, novamente, um processo de eugenia, pois envolve a utilização do núcleo haplóide de uma célula somática retirada do doador, a qual, ao se fundir com o óvulo também haplóide, produz um embrião, que é um clone.
II) a clonagem em vegetais é mais simples do que em animais, pois, através do processo de propagação vegetativa, obtêm-se novas plantas geneticamente idênticas à planta mãe, que, independentemente de deliberações teológicas, surgem espontaneamente.
III) o processo de clonagem (traduzido como cópia idêntica do genótipo, em que, nos animais, envolve o DNA nuclear de um doador e o citoplasmático de outro), contraria a Teoria Criacionista defendida por muitas religiões.
IV) o texto, ao apresentar a opinião do Vaticano, afirma que a clonagem humana fazia parte das experiências alemãs na II Guerra Mundial, as quais, contudo, não chegaram a ela, porque os nazistas utilizavam apenas o genótipo ariano como fator de seleção.
Estão corretas apenas as afirmativas