Questão
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais - IFNMG
2012
Fase Única
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4000019868
O francês Saint-Hilaire, ao visitar no século XIX a região do Distrito dos Diamantes (Minas Gerais), explicou da seguinte maneira como ela fora criada no século XVIII:

“Tendo o governo reconhecido que a extração de diamantes por arrendadores era frequentemente acompanhada de fraudes e abusos, resolveu explorar por sua própria conta as terras diamantinas (...). O Distrito dos Diamantes ficou como que isolado do resto do Universo; situado em um país governado por um poder absoluto, esse distrito foi submetido a um despotismo ainda mais absoluto.”

(Auguste Saint-Hilaire. Viagem pelo Distrito dos Diamantes e Litoral do Brasil. Belo Horizonte, Ed. Itatiaia/ São Paulo, Editora Universidade de São Paulo, 1974, vol. 5, p. 14)

Sobre a mineração em Diamantina, NÃO é correto afirmar que:
A
O contratador, a quem a realeza concedia o direito de explorar as lavras, tinha um enorme poder e influência; determinava desde o ritmo de vida na região à contratação de escravos ou o posicionamento da torre de uma igreja.
B
Minas ainda não tinha revelado todo o seu fascinante mundo dourado quando pedras brilhantes foram encontradas no Arraial do Tijuco. Preciosas e raras, causaram o interesse da metrópole, por isso Saint Hilaire ressaltou o regime político de isolamento e de vigília imposto ao distrito pela coroa portuguesa.
C
A acentuação da vida urbana não trouxe mudanças culturais e intelectuais. No entanto, destacou-se a chamada escola mineira, que se transformou no principal centro de arte gótica no Brasil. Somente na música, houve algumas inovações, sendo elas representadas pela modinha e pelo lundu de origem africana.
D
A camada socialmente dominante era mais heterogênea, representada pelos grandes proprietários de escravos, grandes comerciantes e burocratas. A novidade em relação à sociedade açucareira foi o surgimento de um grupo intermediário entre senhor e escravo, essa camada média era formada por pequenos comerciantes, intelectuais, artesãos e artistas que viviam nas cidades.