“O gueto do Norte tinha se transformado numa espécie de área colonial. A colônia era impotente porque todas as decisões importantes que afetavam a comunidade vinham de fora. Muitos de seus habitantes chegavam a ter sua vida diária dominada pelo agente da previdência e pelo policial. Os lucros obtidos por senhorios e comerciantes eram retirados e raramente reinvestidos. A única coisa positiva que a sociedade mais ampla via na favela era o fato de ela ser uma fonte de mão de obra excedente barata em tempos de prosperidade.”
CLAYBORNE, Carson (Org.). A autobiografia de Martin Luther King. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
No fragmento acima, Martin Luther King traça um paralelo entre o colonialismo político-territorial e os eventos verificados no gueto negro de Lawndale, na cidade de Chicago, onde o líder do movimento dos direitos civis morou com a família, em 1966. Esse paralelo está fundamentado no seguinte processo social: