A leitura desse fragmento de uma crônica de Rubem Braga permite que se considere correto afirmar que se trata de uma narrativa estruturada por meio de uma
A
metonímia, ao tomar o todo — a morte de João da Silva — pela parte — a doença desassistida.
B
gradação, ao traçar a composição do povo brasileiro: degredados, índios, negros, imigrantes, mestiços.
C
hipérbole, pelo cronista se incluir entre os sem-teto, os que moram nas ruas e, desse modo, sem ancestrais na história do país.
D
antítese, por trabalhar ideias contrárias, ou seja, os que têm lar e os que não o possuem, vivendo no mais completo desamparo.
E
metáfora, mediante se fazer a comparação indireta de João da Silva com boa parte do povo brasileiro que ainda vive sem cidadania, ou seja, sem assistência médica, sem seus direitos básicos assegurados, sem dignidade.