O medievalista Marc Bloch, em seu livro A Sociedade Feudal, assim descreveu a investidura:
Eis dois homens frente a frente: um que quer servir; o outro que aceita, ou deseja ser chefe. O primeiro une as mãos e, assim juntas, coloca-as nas mãos do segundo: claro símbolo de submissão, cujo sentido, por vezes, era acentuado pela genuflexão. Ao mesmo tempo, a personagem que oferece as mãos pronuncia algumas palavras, muito breves, pelas quais se reconhece o homem de quem está na sua frente. Depois, chefe e subordinado beijam-se na boca: símbolo de acordo e amizade. Eram estes (...) os gestos que serviam para estabelecer um dos vínculos mais fortes que a época feudal conheceu.
A relação de poder entre chefe e subordinado, existente no sistema feudal, não deixou de se representar no Brasil, como ocorria entre os grandes proprietários e os que viviam trabalhando sob suas ordens. Tal fenômeno é retratado, por exemplo,