Um mês antes de inaugurar o Concílio Ecumênico Vaticano III, o Papa João XXIII disse: “A Igreja se mostra como é e como quer ser: como a Igreja de todos e, particularmente, a Igreja dos pobres”. Anos depois, a escolha pelos pobres entrou nos documentos do magistério. Alguém poderia pensar em uma novidade. Ao contrário, trata-se de uma atenção que tem sua origem no Evangelho e se encontra documentada já nos primeiros séculos do cristianismo. Não é uma invenção do comunismo e não se deve ideologizá-la, como às vezes ocorreu durante a história. A Igreja está longe de qualquer interesse político e de qualquer ideologia movida unicamente pelas palavras de Jesus, quer oferecer seu aporte à construção de um mundo no qual uns ajudem os outros e no qual uns cuidem dos outros.
(TORNIELLI; GALEAZZI, 2015).
A alusão feita pelo Papa Francisco à posição social da Igreja católica face aos problemas do capitalismo e da situação da pobreza, encontra referência, no século XIX,