Os movimentos de contestação ocorridos no Brasil em fins do século XVIII revelaram uma modificação nas dinâmicas identitárias portuguesas. Os conspiradores de Minas Gerais e da Bahia estavam esboçando ideias de repúblicas correspondentes a suas capitanias. Anos antes, falar em filhos das minas ou bahiense se referia apenas a formas de ser português segundo associações espaciais e geográficas corriqueiras; agora, poderiam refletir projetos políticos de teor revolucionário, potencialmente antagônicos ao português.
PIMENTA, João Paulo. Independência do Brasil. São Paulo: Contexto, 2022. p. 48.
De acordo com o texto, os movimentos separatistas do século XVIII representaram a: