Questão
Universidade do Estado da Bahia - UNEB
2012
Fase Única
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4000123585
As plantas de tabaco acumulam pequenas concentrações de polônio 210, isótopo radioativo que tem origem, em sua maior parte, na radioatividade natural dos fertilizantes.

Os fumantes inalam o polônio 210, que se acumula em pontos dos pulmões e pode causar câncer. A indústria do tabaco sabe há décadas como virtualmente eliminar o polônio 210 da fumaça dos cigarros, mas manteve o dado oculto.

O polônio 210 é um dos vários produtos do decaimento do urânio que ocorre naturalmente no solo — mas em concentração muito maior nas rochas de fosfato usadas na produção de fertilizantes. Pesquisadores descobriram duas rotas de transporte do polônio 210 ao tabaco: pelo ar e pelas raízes das plantas.

Pesquisas dos fabricantes de cigarros mostraram que combinações das seguintes medidas poderiam virtualmente eliminar o polônio 210 da fumaça dos cigarros, como

• mudança para fertilizantes com pouco urânio.

• uso de filtros de cigarros com resina de troca iônica para capturar o polônio 210.

• lavagem da folha de tabaco, após a colheita, com solução diluída de água oxigenada.

• alteração genética do tabaco para deixar suas folhas sem pelos.

• adição de compostos ao tabaco para impedir que o polônio 210 seja vaporizado e inalado. (REGO, 2011, p. 35-36).



Uma análise da problemática da origem dos efeitos carcinogênicos e das soluções propostas para a remoção de polônio 210 das folhas do tabaco e da fumaça do cigarro, com base nessas informações e na equação nuclear, permite corretamente concluir:
A
O chumbo 210, no solo, é absorvido pelas raízes de tabaco na forma metálica.
B
O uso de filtros de cigarros por troca iônica captura o polônio 210 no estado de oxidação zero.
C
A lavagem das folhas de tabaco com água oxigenada provoca a oxidação de polônio 210, que é, então, retirado por dissolução em água.
D
O radionuclídeo X, na equação nuclear, representa o isótopo radioativo ²¹⁰₈₁Po, emissor de partículas beta ⁻¹₀β carcinogênica.
E
A desintegração de radônio 222 em chumbo 210 e em polônio 210 ocorre com emissão de partículas alfa, ⁴₂α, e beta, ⁻¹₀β, representadas, respectivamente, por y e por x na equação nuclear.