Um processo comum de adulteração do leite envolve sua diluição com água. A detecção dessa prática fraudulenta pode ser realizada medindo-se a quantidade de proteína na amostra de leite. Cientistas do CENA-USP (Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade São Paulo) descobriram que as proteínas do leite podem ser precipitadas com sulfato de cobre em meio salino por efeito dos íons Cu²⁺.
Suponha que uma amostra de 1L de leite não adulterado foi tratada com uma certa quantidade de sulfato de cobre, de modo que toda a proteína presente na amostra fosse precipitada. Se a mesma quantidade de sulfato de cobre for utilizada em 1L de uma amostra de leite adulterado por diluição, qual será a concentração de Cu²⁺ na solução remanescente? Além disso, considere que a titulação de 10 mL da solução remanescente ocorre quando 25 mL de EDTA 0,01 mol/L são utilizados para complexar o Cu²⁺, e a estequiometria de Cu²⁺ com EDTA é de 1:1.