O projeto Manhattan e sua aplicação em Hiroshima, além de outros casos de desenvolvimentos tecnológicos vinculados à guerra e utilização militar, na opinião de Garcia et al. (1996), representaram o primeiro ponto de inflexão da concepção otimista do caráter benfeitor da ciência-tecnologia, junto com as preocupações dos problemas ambientais. Publicações como Silent Spring (1962) de Rachael Carson, que levantava os riscos associados aos inseticidas DDT, e Estrutura das Revoluções Científicas (1962) de Thomas Kuhn, que introduzia conceitos sociais para explicar a dinâmica e o desenvolvimento da ciência, exerceram influências na reação acadêmica, começando-se a falar sobre os efeitos negativos das tecnologias, assim como colocava em questão sua neutralidade política, social e econômica que, até o momento, eram tidas como benfeitoras. Assim, a partir da década de 1960, a credibilidade nas benesses e neutralidade da ciência e da tecnologia começava a ser questionada, o que é materializado pela reação social e acadêmica.
(Disponível em http://posgrad.fae.ufmg.br/posgrad/viienpec/pdfs/51 4.pdf , acessado em 04.12.2019)
A perspectiva em relação à ciência manifestada nesse texto permite afirmar que