A questão é sobre a obra O último conhaque, de Carlos Herculano Lopes.
Leia o soneto do poeta Luís Guimarães Júnior (1845-1898).
Visita à Casa Paterna
Como a ave que volta ao ninho antigo,
Depois de um longo e tenebroso inverno,
Eu quis também rever o lar paterno,
O meu primeiro e virginal abrigo.
Entrei. Um gênio carinhoso e amigo,
O fantasma talvez do amor materno,
Tomou-me as mãos, - olhou-me, grave e terno,
E, passo a passo, caminhou comigo.
Era esta sala... (Oh! se me lembro! e quanto!)
Em que dá luz noturna à claridade,
minhas irmãs e minha mãe... O pranto
Jorrou-me em ondas... Resistir quem há de?
Uma ilusão gemia em cada canto,
Chorava em cada canto uma saudade.
GUIMARÃES, Luís. Visita a Casa Paterna. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTgxOTY2OQ. Acesso em: 29 jul. 2024. Adaptado.
No posfácio da 7ª edição do romance O último conhaque, o ensaísta Wander Melo Miranda faz a seguinte observação: “A volta à casa paterna retoma um motivo caro à literatura brasileira, a exemplo da obra de escritores como Raduan Nassar, Lúcio Cardoso e Autran Dourado, que se debruçam sobre o declínio ou ruína da ordem familiar ‘como se tudo não houvesse passado de um pesadelo’”.
Com base na leitura do soneto de Luís Guimarães e do romance O último conhaque, assinale a alternativa CORRETA.