A redução brutal da renda dos produtores de café foi evitada pela ação do governo nos anos 30: ao verificar o impacto da crise sobre o setor cafeeiro, o governo iniciou um programa de compra dos estoques excedentes de café, para evitar que a colheita do produto fosse interrompida. Uma parte desses excedentes foi adquirida para ser destruída. A operação, aparentemente absurda, tinha sua lógica: esse café não tinha nenhuma possiblidade de ser exportado, sua compra garantia a renda de cafeicultores e de seus trabalhadores e dos comerciantes e produtores que vendiam mercadorias para o setor cafeeiro.
(Flávio A. M. de Saes. “O estado de São Paulo no século XX: café, indústria e finanças na dinâmica da economia paulista”. In: Nilo Odalia e João Ricardo C. Caldeira (orgs.). História do estado de São Paulo, vol. 2, 2010. Adaptado.)
O excerto refere-se à Crise de 1929 e à Grande Depressão econômica dos anos 30. No Brasil, a crise e a depressão conjugadas com as medidas governamentais implicaram