Na segunda parte de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, o pastor Dirceu lamenta o longo período longe da amada Marília e, consequentemente, a perda de sua saúde com o envelhecimento.
Lira IV
Já, já me vai, Marília, branquejando
Louro cabelo, que circula a testa;
Este mesmo, que alveja, vai caindo
E pouco já me resta.
[...]
A doença deforma a quem padece;
Mas logo que a doença faz seu termo,
Torna, Marília, a ser quem era dantes,
O definhado enfermo.
Supõe-me qual doente, ou mal a planta,
No meio da desgraça, que me altera;
Eu também te suponho qual saúde,
Ou qual a Primavera.
Se dão esses teus meigos, vivos olhos
Aos mesmos Astros luz, e vida às flores,
Que efeitos não farão, em quem por eles,
Sempre morreu de amores?
Com base no trecho e no contexto do Arcadismo, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) Na primeira estrofe, o eu-lírico admira o cabelo louro de Marília, assim como elogia, na última estrofe, a meiguice e a vivacidade de seus olhos.
( ) Na segunda estrofe, Dirceu reflete sobre o efeito passageiro da doença e sobre os possíveis efeitos positivos da presença da amada em sua recuperação.
( ) Os versos distribuem-se integralmente em redondilhas maiores, o que garante musicalidade ao poema, combinando o ritmo ao otimismo do eu-lírico.
A sequência correta é