Na sua apresentação do ensaio “Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral” de Nietzsche (In: Antologia de Textos Filosóficos, SEED-PR, 2010), o professor Antonio Edmilson Paschoal observa que, segundo o autor desse ensaio, “o intelecto e, por conseguinte, o conhecimento abstrato que é o seu modo de operar, possui apenas uma função instrumental: ele é um meio usado para a sobrevivência do animal homem, do mesmo modo como outros animais usam garras, chifres e presas. Por este motivo, não se pode esperar do intelecto e do conhecimento abstrato, qualquer desvelamento do mundo que apresente sua essência última, a coisa em si. Para Nietzsche, qualquer pretensão acerca do intelecto que o lance para além dessa sua capacidade só pode ocorrer por uma ilusão produzida pelo próprio intelecto, e qualquer sentido que ele encontre por trás da vida, só poderá fazê-lo porque foi ele mesmo que o colocou ali” (p. 526).
Explique por que a seguinte afirmação de Aristóteles poderia ser considerada com um exemplo da espécie da pretensão do intelecto criticada por Nietzsche:
“o homem é por natureza um animal social”