Se vamos a essência da nossa formação, veremos que na realidade nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros; mais tarde, ouro e diamantes; depois, algodão e, em seguida, café para o comércio europeu. Nada mais que isso. É com tal objetivo, objetivo exterior, voltado para fora do país e sem atenção a considerações que não fossem o interesse daquele comércio, que se organizavam a sociedade e a economia brasileiras [...]. Este início cujo caráter se manterá dominante através dos três séculos (...) se agravará profunda e totalmente nas feições e na vida do país. Haverá resultantes secundárias que tendem para algo de mais elevado; mas elas ainda mal se fazem notar. O “sentido da evolução” brasileira que é o que estamos aqui indagando, ainda se afirma por aquele caráter inicial da colonização.
PRADO JR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1979, p. 31-32.
O texto faz referência a prática que marcou a fundamental relação colonial na América Portuguesa