7 músicas de Gilberto Gil para usar no repertório sociocultural da redação
gilbertogil.com/ Divulgação. Fotógrafo: @niclasweber

7 músicas de Gilberto Gil para usar no repertório sociocultural da redação

As músicas de Gilberto Gil discutem a desigualdade, a cultura popular e até mesmo a ciência; veja 7 canções do artista para a redação

Gilberto Gil é um cantor e compositor consagrado da música brasileira, membro da Academia Brasileira de Letras e ex-Ministro da Cultura. Sua trajetória artística e intelectual transforma suas canções em instrumentos de reflexão social, científica e identitária.

Em suas letras, é possível encontrar discussões sobre tecnologia, desigualdade, cultura popular, ciência e o próprio conceito de brasilidade, elementos que enriquecem o repertório sociocultural de qualquer redação. 

A seguir, o Portal Estratégia Vestibulares listou sete músicas do artista que podem ser articuladas em diferentes temas de vestibulares. Pegue seus fones de ouvido e prepare suas anotações!

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Pela Internet

Na canção “Pela Internet”, Gilberto Gil antecipa debates sobre o mundo digital ao mencionar o desejo de “criar meu website / fazer minha home-page” e questionar “com quantos gigabytes se faz uma balsa que me leve até lá”

A letra evidencia o surgimento de uma nova forma de conexão entre pessoas e culturas, permitindo discutir em redações o impacto da globalização, a democratização, ou exclusão, do acesso à tecnologia e a ideia de “aldeia global”. 

Ao utilizar a música, o estudante pode argumentar que o avanço tecnológico aproxima realidades distintas, mas também evidencia desigualdades estruturais no acesso à informação.

Quanta (ft. Milton Nascimento)

Em “Quanta”, Gil e Milton Nascimento une ciência e sensibilidade ao descrever a matéria como “fragmento de cristal / quanta de luz / partícula”, sugerindo que até o que há de mais técnico carrega poesia. 

A canção possibilita reflexões sobre a relação entre ciência e espiritualidade, a valorização da pesquisa científica e o diálogo entre razão e emoção. 

Em uma redação, a letra pode servir para demonstrar que o conhecimento científico não exclui a dimensão humana, mas amplia a compreensão sobre o mundo e sobre o próprio indivíduo.

Refavela

“Refavela” apresenta uma perspectiva que rompe com visões estereotipadas ao afirmar que “a refavela revela o salto que o preto deu no asfalto”. A música permite abordar temas como racismo estrutural, urbanização e identidade cultural das periferias. 

Em vez de retratar a favela apenas como espaço de carência, Gil destaca seu potencial criativo e cultural, o que possibilita ao candidato argumentar sobre resistência, pertencimento e valorização das expressões populares como formas legítimas de produção cultural.

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Parabolicamará

Ao declarar que “antes mundo era pequeno porque Terra era grande / hoje mundo é muito grande porque Terra é pequena”, “Parabolicamará” sintetiza a compressão do tempo e do espaço promovida pelos meios de comunicação. 

A letra pode ser usada para discutir a aceleração da vida moderna, os efeitos das telecomunicações na percepção da realidade e o conflito entre culturas locais e influências globais. 

Em redações, pode sustentar argumentos sobre como a tecnologia transforma a experiência humana e altera noções de distância, pertencimento e identidade.

Haiti (Caetano Veloso ft. Gilberto Gil)

Em “Haiti”, parceria entre Gilberto Gil e Caetano Veloso, a música constrói uma das críticas sociais mais contundentes da MPB ao expor o racismo estrutural e a desigualdade brasileira.

Logo nos primeiros versos, ao descrever “a fila de soldados, quase todos pretos / dando porrada na nuca de malandros pretos”, a letra evidencia a seletividade da violência e a forma como corpos negros e pobres são historicamente marginalizados. 

O refrão “Pense no Haiti / Reze pelo Haiti / O Haiti é aqui / O Haiti não é aqui” funciona como um paradoxo que aproxima a realidade brasileira da miséria associada ao país caribenho, sugerindo que as mazelas sociais não são distantes, mas internas e recorrentes.

Ao longo da canção, referências a política, mídia e educação, como a crítica ao deputado em pânico diante de um “plano de educação que pareça fácil e rápido”, ampliam a denúncia para além da violência física, alcançando também a negligência institucional e o descaso com a democratização do ensino.

Em redações, a música pode ser utilizada para discutir racismo estrutural, desigualdade social, seletividade penal e omissão do poder público, além de possibilitar reflexões sobre cidadania e direitos humanos.

Lunik 9

Em “Lunik 9”, Gilberto Gil parte da corrida espacial para construir uma crítica sutil ao entusiasmo coletivo diante do avanço tecnológico. Ao narrar que “lá se foi o homem conquistar os mundos” e que a viagem ocorre “buscando a esperança que aqui já se foi”, a canção sugere que, enquanto a humanidade celebra conquistas fora da Terra, problemas essenciais permanecem sem solução no próprio planeta.

A música é um repertório para temas que questionem prioridades governamentais, ética científica e distribuição de investimentos públicos. 

Em redações, a letra permite problematizar se o progresso técnico tem sido acompanhado por melhorias efetivas na qualidade de vida da população, evidenciando contradições entre inovação e justiça social.

A Dança (MC Hariel ft.Gilberto Gil)

Em “A Dança”, parceria entre Gilberto Gil e MC Hariel, o diálogo entre gerações se transforma no eixo central da canção, unindo MPB e funk para discutir desigualdade, esperança e respeito. 

Hariel expressa o ponto de vista de quem cresce em meio a dificuldades ao afirmar “Sobreviver é um desafio, ‘cê conhece o lado de cá” e ao recordar que “sua palavra na minha casa era um mantra pra reforçar”, evidenciando a influência cultural e simbólica de Gil.

Em outro momento, o funkeiro projeta um ideal coletivo ao desejar “um mundo igual onde todo amor é livre / nossas criança na escola e longe do crime”, questionando ainda se felicidade se resume a enriquecimento financeiro: “entre o poeta e o esfomeado/ quem vai se arrepender?”.

A resposta de Gilberto Gil reforça o encontro entre passado e presente quando ele relembra “Menino, quando eu tinha a sua idade / eu já cantava roda e procissão” e reconhece o novo cenário cultural ao encontrar o jovem “funkeando em contramão”. 

Esse intercâmbio evidencia continuidade e transformação da cultura brasileira, permitindo que a música seja utilizada em redações para discutir diálogo intergeracional, mobilidade social, influência da arte na formação de identidade e valorização das diferentes manifestações culturais. 

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