Temas de redação do vestibular da UFRGS nos últimos anos
Foto: SECOM/UFRGS

Temas de redação do vestibular da UFRGS nos últimos anos

Confira os temas de redação solicitados pela banca do vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul nos últimos anos

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realiza vestibular próprio e contou com mudanças em seu formato nos últimos anos. Atualmente, são dois dias de exame, com nove provas objetivas e a prova de redação. São realizadas, portanto em um mesmo final de semana, sábado e domingo, pela manhã, geralmente às 9h, e com término às 14h30, após 5h30 de duração.

A redação da UFRGS é dissertativa e possui nota de 0 a 10, sendo analisada por dois examinadores diferentes. Caso as notas tenham um distanciamento maior do que 2,5 pontos, é chamado um terceiro avaliador.

Os últimos três temas trataram sobre o ensinamento de História e o ofício de historiador, o apagamento das mulheres na história e direito à memória e as mudanças climáticas e como o assunto toca nos direitos humanos. Não houve edição do vestibular 2021 — que ocorreria em 2020 — em decorrência da pandemia de Covid-19, nesse ano, as notas do Enem foram utilizadas como critério de classificação. Confira mais detalhes sobre estes e demais temas, abaixo.

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2024 — “Que História pode e deve ser ensinada?”

O texto de apoio “Deixem a História em paz”, escrito por Jaime Pinsky, professor do curso de História da Unicamp, debateu, para a redação UFRGS 2024, a importância de refletir sobre o passado para aplicar no presente formas de combater conceitos que aos poucos podem se perder ou ganhar novas roupagens, como preconceito, intolerância, racismo, autoritarismo e demais formas de discriminação.

2023 — “O apagamento das mulheres na história e o direito à memória”

Publicado no blog Sororidade em Pauta e na Revista Carta Capital, o texto “O apagamento das mulheres na história e o direito à memória”, escrito por Daniela Valle R. Muller, juíza do trabalho, discute a diminuição do papel das mulheres na história, levando-as para menções como mães, esposas, amantes e outros papeis coadjuvantes. O objetivo do tema de redação UFRGS 2023 era que os candidatos apresentassem um posicionamento sobre o texto, de forma qualificada e com opiniões embasadas.

2022 — “Mudanças climáticas e direitos humanos”

O tema de redação da UFRGS 2022 tratava sobre as mudanças climáticas que estão ocorrendo no mundo e como elas afetam populações de forma a ameaçar também direitos humanos básicos. Como texto base foi utilizado parte de uma entrevista com a ex-presidenta da Irlanda e Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Mary Robinson, que discutia o tema.

2020 — “A música brasileira está pior?”

O texto “Críticas a ‘Que tiro foi esse?’ e outras canções levantam a questão: a música brasileira está pior?”, do jornalista Leonardo Lichote, publicado no jornal O Globo, discutiu um debate que inclui especialistas em música, cantores e artistas e a população como um todo, na condição de ouvintes e apreciadores de música, independentemente do gênero. O artigo traz pontos de vista variados e levanta questões sociais a respeito do que é opinião, crítica fundamentada, preconceito e exclusão social.

2019 — “Os adolescentes que merecemos”

O psicanalista Contardo Calligaris utiliza de um naufrágio vivido por uma jovem que velejava solitária aos 16 anos entre a África e a Austrália para questionar o modelo de adolescente que estamos criando, presos aos pais, à dependência e ao controle parental. A discussão proposta pelo especialista e pelo tema de redação UFRGS 2019 é uma reflexão sobre o que é liberdade e aprisionamento na relação entre pais e filhos.

2018 — “‘Pai da Pátria’ e a relação do brasileiro com o Brasil”

A escritora Martha Medeiros publicou o texto “Pai da Pátria” no jornal Zero Hora e discutiu a relação que os brasileiros desenvolvem com o País, historicamente e também na atualidade. Coube aos candidatos concordarem ou não com o artigo, mesmo que parcialmente, e explorar as metáforas, ironias, argumentos e exemplos dados no texto para embasar a redação.

2017 — “O que é ter um estilo?”

Repetição e inspiração são colocados em debate pelo tema de redação UFRGS 2017, utilizando como argumento falas do escritor moçambicano Mia Couto e da cantora Elis Regina sobre o que seria imitar e se inspirar em alguém em seus trabalhos. A provocação da banca foi sobre o que é ter estilo: “saber criar a partir do já estabelecido”; “singularizar-se em meio à pluralidade”… enfim, discussões para os candidatos comentarem em suas dissertações.

2016 — “O livro na era da digitalização do escrito e da adoção de novas ferramentas de leitura”

O tema de redação UFRGS 2016 utilizou uma charge do artista Marco Aurélio para o jornal Zero Hora, trecho do texto “Livros e tomates”, de Nilson Souza e do livro “Não contem o fim do livro”, de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, para discutir os impactos da digitalização, principalmente no que tange os livros e a leitura e escrita como um todo.

2015 — “O que é a amizade nos dias de hoje?”

A caracterização de amizade proposta por Milton Nascimento e Fernando Brant em “Canção da América” é discutida em contrapartida aos fenômenos da atualidade, em que há a conectividade rápida e quase imediata das redes sociais e o que era uma facilitação da amizade se tornar também um distanciamento do que é real e físico. Os candidatos precisaram se refletir sobre essa problemática na redação UFRGS 2015.

2014 — “O que é clássico na literatura?”

Com uma proposta diferente das demais, o tema de redação UFRGS 2014 trouxe o texto “Clássico como problema”, de Carolina Araújo, para discutir o conceito na literatura. Mas a banca foi além, e pediu aos candidatos que selecionassem “o seu clássico“, que não necessariamente é considerado um clássico pela crítica ou senso comum, mas que foi, particularmente, um clássico para o candidato em questão. Após essa identificação, era necessário explicar os motivos que levaram o seu clássico para esse lugar em sua vida, com argumentos e justificativas que defendessem seu ponto de vista.

Vestibular UFRGS: redação

Redação da UFRGS é de modelo dissertativo, precisa respeitar o número mínimo de linhas estabelecido no caderno de provas e não pode ultrapassar o limite das linhas constantes na folha de respostas, excluindo o título. Ela é corrigida por meio de dois métodos, o analítico e o holístico.

O processo é feito por dois examinadores diferentes, eles atribuem escores de 0 a 10. Se esses escores atribuídos tiverem um distanciamento maior que 2,5, é necessário chamar um terceiro examinador. Abaixo, segue a íntegra do que é exigido no Manual do Candidato 2022 sobre a redação:

  • Abordagem do tema
    • A redação produzida tem de evidenciar a compreensão adequada do tema proposto e atender às orientações que vêm enunciadas na prova de Redação.
  • Definição do ponto de vista
    • O posicionamento diante do tema proposto é assegurado pelo ponto de vista estabelecido para a redação. O ponto de vista deve indicar o rumo da reflexão inerente a um texto de caráter dissertativo.
  • Contextualização do assunto
    • Reflexão articulada sobre dados da realidade, referências a fontes de informação diversificadas, citações, paráfrases e/o alusões respondem pela abrangência de uma redação de natureza dissertativa.
  • Estruturação
    • A divisão hierárquica das partes que compõem o texto e a organização de frases e parágrafos asseguram a estruturação interna e externa, conferindo progressão e unidade à redação.
  • Linguagem
    • A expressão linguística pressupõe: seleção e utilização adequada, conveniente e apropriada do vocabulário, dos processos de coordenação e subordinação, dos recursos de pontuação, das estruturas de língua escrita padrão e das convenções ortográficas.

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