Presentes em celulares, turbinas eólicas, veículos elétricos, equipamentos médicos e sistemas de defesa, as terras raras se tornaram matérias-primas estratégicas para a indústria tecnológica e para a transição energética.
Apesar do nome, esses elementos não são necessariamente escassos na crosta terrestre. O principal desafio está em encontrar depósitos com concentração suficiente para exploração econômica e separar substâncias que apresentam propriedades químicas muito semelhantes.
O tema também ganhou importância geopolítica devido à concentração da produção e do processamento na China. O Brasil, por sua vez, possui a segunda maior reserva mundial, mas ainda participa pouco das etapas de maior valor da cadeia produtiva.
Para ajudar na preparação para as provas, o Portal Estratégia Vestibulares explica o que são terras raras, quais são os principais elementos, como são utilizadas e de que maneira o assunto pode aparecer no Enem e nos vestibulares.
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O que são terras raras?
Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos metálicos: os 15 lantanídeos da Tabela Periódica, além do escândio e do ítrio.
O escândio e o ítrio não fazem parte da série dos lantanídeos, mas são incluídos no conjunto porque apresentam propriedades químicas semelhantes e costumam ser encontrados nos mesmos depósitos minerais.
Os 17 elementos são:
- Escândio (Sc);
- Ítrio (Y);
- Lantânio (La);
- Cério (Ce);
- Praseodímio (Pr);
- Neodímio (Nd);
- Promécio (Pm);
- Samário (Sm);
- Európio (Eu);
- Gadolínio (Gd);
- Térbio (Tb);
- Disprósio (Dy);
- Hólmio (Ho);
- Érbio (Er);
- Túlio (Tm);
- Itérbio (Yb); e
- Lutécio (Lu).
Na Tabela Periódica, os lantanídeos aparecem geralmente em uma linha separada na parte inferior. Eles possuem números atômicos entre 57 e 71.
O promécio é uma exceção dentro do conjunto porque não possui isótopos estáveis e ocorre naturalmente em quantidades muito pequenas. Por isso, não representa uma parcela relevante da mineração comercial de terras raras.
+ Elementos químicos: classificação e tabela periódica
Por que são chamadas de terras raras?
A expressão surgiu entre os séculos XVIII e XIX, quando os primeiros elementos do grupo foram identificados em minerais considerados incomuns. Na linguagem utilizada pelos químicos daquele período, a palavra “terra” também era empregada para designar determinados óxidos minerais.
O nome pode provocar a impressão de que todos esses elementos são extremamente escassos. Alguns, como o cério, são relativamente abundantes na crosta terrestre. O Serviço Geológico dos Estados Unidos informa que ele é mais abundante do que metais como o cobre e o chumbo.
A raridade está principalmente na ocorrência de depósitos com concentração suficiente para exploração econômica. Os elementos também são encontrados misturados entre si e ligados a outros minerais, o que dificulta a separação.
Entre as principais fontes minerais de terras raras estão:
- Bastnasita;
- Monazita;
- Xenotímio;
- Loparita; e
- Argilas de adsorção iônica.
As terras raras costumam ser divididas em leves e pesadas. A classificação pode variar ligeiramente entre instituições, mas, de maneira geral, os elementos de menor número atômico são considerados leves, enquanto os de maior número atômico formam o grupo das terras raras pesadas.
Essa distinção é importante porque elementos pesados, como térbio e disprósio, costumam ter oferta mais limitada e são utilizados para melhorar o desempenho de ímãs submetidos a temperaturas elevadas.
Quais são as principais terras raras e para que servem?
Cada elemento apresenta propriedades físicas, químicas, magnéticas ou ópticas que permitem diferentes aplicações. Os usos mais importantes estão relacionados à produção de ímãs permanentes, catalisadores, telas, lasers e equipamentos médicos.
Neodímio, praseodímio, disprósio e térbio
Esses quatro elementos são utilizados principalmente na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho.
Os ímãs de neodímio, ferro e boro, conhecidos pela sigla NdFeB, estão entre os mais fortes produzidos industrialmente. O neodímio e o praseodímio formam a base do material, enquanto disprósio e térbio podem ser adicionados para aumentar a resistência ao calor.
Esses ímãs aparecem em:
- Motores de veículos elétricos;
- Turbinas eólicas;
- Robôs industriais;
- Discos rígidos;
- Fones de ouvido;
- Equipamentos de automação;
- Geradores;
- Drones; e
- Sistemas aeroespaciais e militares.
Segundo a Agência Internacional de Energia, os ímãs permanentes representam aproximadamente 95% do consumo mundial de terras raras em valor. A demanda por neodímio, praseodímio, disprósio e térbio dobrou desde 2015 e pode crescer mais um terço até 2030.
Cério
O cério é uma das terras raras mais abundantes. Seus compostos são utilizados no polimento de vidros, em catalisadores automotivos, na indústria química e em processos de refino de petróleo.
Nos catalisadores dos veículos, o elemento ajuda em reações que reduzem a emissão de determinados poluentes.
Lantânio
O lantânio pode ser encontrado em lentes de câmeras e telescópios, catalisadores de refinarias, vidros especiais e baterias de níquel-hidreto metálico.
Essas baterias foram amplamente utilizadas nos primeiros veículos híbridos e continuam presentes em alguns modelos e equipamentos eletrônicos.
Európio, térbio e ítrio
Esses elementos possuem propriedades luminescentes e são usados na produção de cores em telas, lâmpadas, LEDs e materiais fluorescentes.
Compostos de európio podem emitir luz vermelha, enquanto o térbio é associado à emissão verde. O ítrio funciona como componente de materiais utilizados em lasers, cerâmicas e dispositivos luminosos.
Samário
O samário é utilizado em ímãs permanentes de samário-cobalto. Esses ímãs suportam temperaturas elevadas e condições adversas, sendo empregados nos setores aeroespacial, militar e industrial.
Gadolínio
O gadolínio possui propriedades magnéticas utilizadas em equipamentos eletrônicos e em materiais empregados na obtenção de imagens por ressonância magnética.
Os contrastes médicos utilizam compostos nos quais o gadolínio está ligado a outras moléculas, evitando o uso do elemento livre no organismo.
Érbio e itérbio
O érbio é utilizado em amplificadores de sinais transmitidos por fibras ópticas, além de lasers médicos e industriais.
O itérbio também aparece em lasers, sensores, ligas metálicas e equipamentos de alta precisão.
Escândio
O escândio pode ser adicionado ao alumínio para formar ligas leves e resistentes. Esses materiais possuem aplicações aeroespaciais, esportivas e militares.
O elemento também pode ser utilizado em células a combustível de óxido sólido e em sistemas especiais de iluminação.
Hólmio, túlio e lutécio
Esses elementos possuem aplicações mais específicas. Podem ser empregados em lasers, sensores, equipamentos médicos, detectores e pesquisas científicas.
O lutécio, por exemplo, participa da fabricação de cristais utilizados em equipamentos de diagnóstico por imagem. Determinados isótopos do elemento também são aplicados em tratamentos médicos.
Terras raras são utilizadas nas baterias dos carros elétricos?
As terras raras podem estar presentes nos veículos elétricos, mas não são, necessariamente, os principais componentes das baterias.
As baterias de íons de lítio utilizam materiais como lítio, grafita, níquel, manganês, ferro, fósforo e, em algumas tecnologias, cobalto. Já neodímio, praseodímio, disprósio e térbio são empregados principalmente nos ímãs permanentes de determinados motores elétricos.
Portanto, terras raras e lítio não são sinônimos. O lítio também é considerado um mineral crítico, mas não pertence ao grupo químico das terras raras.
Essa diferença pode ser explorada em questões que relacionam veículos elétricos, transição energética, baterias e motores.
Como as terras raras são extraídas e processadas?
A cadeia produtiva começa com a identificação e a exploração de depósitos minerais. Depois da retirada do minério, são necessárias diferentes etapas até a fabricação de um produto tecnológico.
O processo pode incluir:
- Extração do minério;
- Britagem e moagem;
- Concentração dos minerais;
- Lixiviação com soluções químicas;
- Separação dos diferentes elementos;
- Produção de óxidos;
- Transformação dos óxidos em metais;
- Produção de ligas metálicas; e
- Fabricação de componentes, como ímãs permanentes.
A separação é uma das etapas mais complexas. Como os elementos apresentam características químicas semelhantes, podem ser necessários vários ciclos de extração por solventes, troca iônica ou precipitação seletiva.
Cada processo explora pequenas diferenças de solubilidade, tamanho dos íons e comportamento químico. Por isso, possuir uma jazida não significa dominar toda a cadeia industrial.
+ Como é cobrada a Separação de Misturas no Enem?
Por que as terras raras são estratégicas?
As terras raras são consideradas estratégicas porque participam da fabricação de produtos necessários à energia, aos transportes, à comunicação, à defesa e à indústria digital.
Além das aplicações tecnológicas, existe uma concentração geográfica da cadeia. Poucos países dominam a mineração, e a concentração é ainda maior nas etapas de separação, refino e produção de ímãs.
Uma interrupção no fornecimento pode afetar diferentes setores ao mesmo tempo, como:
- Indústria automobilística;
- Energia eólica;
- Eletrônicos;
- Telecomunicações;
- Centros de processamento de dados;
- Inteligência artificial;
- Indústria aeroespacial;
- Equipamentos médicos; e
- Sistemas militares.
Por essa razão, as terras raras fazem parte das discussões sobre segurança econômica, soberania tecnológica e transição energética.
Qual é o papel da China no mercado de terras raras?
A China ocupa a posição central da cadeia mundial. Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos indicam que o país produziu aproximadamente 270 mil toneladas de óxidos de terras raras em 2025, o equivalente a cerca de 69% da produção mundial estimada em 390 mil toneladas.
A concentração aumenta quando são analisadas somente as terras raras utilizadas em ímãs. Em 2024, a China respondeu por:
- Aproximadamente 60% da extração mundial das terras raras utilizadas em ímãs;
- Cerca de 91% do refino desses elementos; e
- Aproximadamente 94% da produção de ímãs permanentes sinterizados.
Os números mostram que o domínio chinês não se limita às minas. O país construiu infraestrutura, conhecimento técnico e fábricas para realizar as etapas que agregam mais valor ao minério.
Em abril de 2025, o governo chinês ampliou os controles sobre a exportação de sete elementos, além de compostos, metais, ligas e ímãs relacionados. As medidas atingiram samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio.
Novos controles foram anunciados em outubro daquele ano. Parte das medidas mais amplas foi suspensa por um ano em novembro de 2025, mas o episódio mostrou como decisões comerciais chinesas podem atingir fábricas de automóveis, eletrônicos e outros produtos em diferentes países.
Qual é o cenário geopolítico das terras raras?
Estados Unidos, União Europeia, Japão, Austrália e outros países passaram a incentivar novas minas, refinarias, fábricas de ímãs e programas de reciclagem para reduzir a dependência da China.
Essas políticas incluem:
- Financiamento de novos projetos;
- Formação de estoques estratégicos;
- Acordos com países produtores;
- Incentivos fiscais;
- Pesquisa de materiais substitutos;
- Recuperação de elementos presentes em resíduos eletrônicos; e
- Apoio à instalação de fábricas de ímãs fora da China.
A disputa envolve mais do que o acesso às jazidas. A separação química, a transformação em metais, a produção de ligas e a fabricação de componentes exigem tecnologia, profissionais especializados, investimento e mercado consumidor.
Mesmo com novos projetos, a Agência Internacional de Energia calcula que as capacidades anunciadas fora da China ainda seriam insuficientes para atender à demanda projetada para 2035. A principal dificuldade está nas etapas de refino e fabricação de ímãs, e não apenas na abertura de minas.
Qual é o panorama das terras raras no Brasil?
O Brasil possui 21 milhões de toneladas de reservas de terras raras, a segunda maior quantidade do mundo, atrás apenas da China, que reúne aproximadamente 44 milhões de toneladas, segundo o levantamento de 2026 do Serviço Geológico dos Estados Unidos.
As reservas representam materiais identificados que podem ser aproveitados economicamente nas condições técnicas e comerciais consideradas no levantamento. Esse número pode mudar com novas pesquisas, tecnologias e variações de preço.
Apesar do potencial, a produção brasileira ainda é pequena. O USGS estimou uma produção de 2 mil toneladas de óxidos de terras raras equivalentes em 2025. Já a Agência Nacional de Mineração registrou 326 toneladas produzidas na forma de concentrado no mesmo ano. Os dados utilizam bases e formas de contabilização diferentes e não devem ser comparados sem considerar a metodologia de cada levantamento.
A principal operação comercial está localizada em Minaçu, no norte de Goiás. A Mina Pela Ema, da Serra Verde, iniciou a produção comercial em janeiro de 2024 e produz um concentrado com neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.
O depósito é formado por argilas de adsorção iônica resultantes do intemperismo de rochas. Esses materiais têm importância por apresentarem terras raras utilizadas em ímãs, inclusive elementos pesados.
Outras áreas com projetos ou pesquisas estão localizadas principalmente em:
- Goiás;
- Minas Gerais;
- Bahia;
- Amazonas;
- Roraima;
- Rondônia;
- São Paulo; e
- Rio de Janeiro.
Entre os projetos em desenvolvimento estão empreendimentos nas regiões de Poços de Caldas e Caldas, em Minas Gerais, e de Nova Roma, em Goiás.
O interesse pela pesquisa também aumentou. Segundo a ANM, a quantidade de autorizações para pesquisar terras raras cresceu 485,4% entre 2021 e 2025.
Quais são os desafios do Brasil?
O tamanho das reservas não garante que o País ocupe uma posição de liderança no mercado. Um dos principais desafios é avançar além da extração e da exportação de concentrados.
Para capturar maior valor econômico, o Brasil precisa desenvolver ou ampliar etapas como:
- Separação química dos elementos;
- Produção de óxidos de alta pureza;
- Transformação em metais;
- Fabricação de ligas;
- Produção de ímãs permanentes;
- Pesquisa de materiais;
- Reciclagem; e
- Formação de profissionais especializados.
Sem essas etapas, o País pode exportar produtos de menor valor e importar componentes tecnológicos fabricados com os mesmos minerais.
Em junho de 2026, o Ministério de Minas e Energia apresentou um estudo destinado à preparação da Estratégia Nacional de Terras Raras. O documento identificou como risco a repetição de um modelo baseado na exportação de matérias-primas com pouco processamento industrial.
Em setembro, foi sancionada a Lei nº 15.506/2026, que instituiu a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e criou o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.
A legislação prevê o estímulo à pesquisa, à extração, ao beneficiamento e à transformação mineral. Um dos objetivos é favorecer a produção de materiais e componentes de maior valor dentro do Brasil.
Terras raras e minerais críticos são a mesma coisa?
Os conceitos estão relacionados, mas não são sinônimos.
As terras raras formam um grupo definido pela Química, composto pelos 17 elementos listados anteriormente. Já “mineral crítico” é uma classificação econômica e estratégica que pode variar conforme as necessidades de cada país.
Um mineral é considerado crítico quando possui grande importância para setores econômicos e existe risco de interrupção ou insuficiência no fornecimento.
Além das terras raras, listas de minerais críticos podem incluir:
- Lítio;
- Níquel;
- Cobalto;
- Grafita;
- Cobre;
- Nióbio;
- Urânio;
- Potássio; e
- Fosfato.
Um elemento pode ser considerado crítico em determinado país e não receber a mesma classificação em outro, dependendo da produção interna, da dependência das importações e das prioridades econômicas.
Quais são os impactos ambientais?
A mineração e o processamento de terras raras podem provocar supressão da vegetação, consumo de água, alteração da paisagem, geração de rejeitos e contaminação do solo e dos recursos hídricos.
A separação química pode utilizar ácidos, bases, sais e solventes. Caso os resíduos não sejam tratados e armazenados adequadamente, essas substâncias podem atingir o ambiente.
Alguns depósitos também apresentam tório e urânio associados aos minerais de terras raras. Nesses casos, a extração pode concentrar materiais naturalmente radioativos nos rejeitos, exigindo controle e monitoramento específicos.
Isso não significa que todos os depósitos apresentem o mesmo risco. Os impactos dependem da composição do minério, do método de extração, da tecnologia empregada e da fiscalização ambiental.
A reciclagem de ímãs, motores, equipamentos eletrônicos e resíduos industriais pode reduzir parte da necessidade de mineração. A Agência Internacional de Energia estima que o reaproveitamento poderá diminuir em até 35% a demanda por extração primária de terras raras até 2050.
O debate mostra que a transição energética também depende da extração de recursos naturais. Tecnologias de menor emissão de carbono não estão livres de impactos ambientais.
+ Recursos Minerais: principais minérios e importâncias
Como as terras raras podem cair no vestibular?
O tema pode aparecer de maneira interdisciplinar, reunindo Química, Geografia, Física, meio ambiente e atualidades.
Química
As questões podem cobrar:
- Localização dos lantanídeos na Tabela Periódica;
- Números atômicos;
- Distribuição eletrônica;
- Propriedades dos metais;
- Formação de íons;
- Estados de oxidação;
- Óxidos;
- Solubilidade;
- Métodos de separação;
- Reações de precipitação; e
- Interpretação de fórmulas químicas.
Os elementos de terras raras formam geralmente íons com carga +3. Uma questão pode apresentar diferentes compostos e solicitar o cálculo do número de oxidação ou a fórmula de um óxido.
+ Metais, semimetais e ametais: entenda a classificação periódica
Geografia
Em Geografia, o assunto pode ser relacionado a:
- Distribuição mundial das reservas;
- Recursos minerais brasileiros;
- Redes globais de produção;
- Divisão internacional do trabalho;
- Relação entre mineração e industrialização;
- Dependência tecnológica;
- Transição energética;
- Comércio internacional;
- Conflitos ambientais; e
- Rivalidade entre China e Estados Unidos.
Um gráfico pode mostrar que o Brasil possui grande reserva, mas produção reduzida. Nesse caso, a questão pode explorar a diferença entre disponibilidade geológica e capacidade tecnológica de transformar o recurso.
Física
Os ímãs de terras raras permitem abordar:
- Campo magnético;
- Força magnética;
- Funcionamento de motores;
- Indução eletromagnética;
- Geradores;
- Transformação de energia; e
- Funcionamento das turbinas eólicas.
Uma questão pode apresentar um motor de veículo elétrico ou um gerador e pedir que o candidato identifique a transformação entre energia elétrica e energia mecânica.
Atualidades e geopolítica
Os controles chineses sobre as exportações podem ser utilizados em textos sobre dependência econômica, protecionismo, soberania e segurança das cadeias produtivas.
É importante perceber que a maior reserva não determina, sozinha, o controle do mercado. Países que dominam o refino, a fabricação de ligas e a produção de componentes conseguem agregar mais valor e exercer maior influência sobre o abastecimento.
Meio ambiente
As provas podem apresentar textos sobre mineração e solicitar a identificação de impactos, medidas de controle ou alternativas baseadas na economia circular.
Entre as possíveis respostas estão o tratamento de efluentes, o monitoramento de rejeitos, a recuperação de áreas degradadas, a rastreabilidade e a reciclagem de equipamentos eletrônicos.
+ 11 temas de redação sobre meio ambiente para vestibulares e Enem
Como utilizar as terras raras na redação?
As terras raras podem servir como repertório em propostas sobre tecnologia, soberania nacional, transição energética, mineração, desenvolvimento industrial e preservação ambiental.
Um possível argumento é que a disponibilidade de recursos naturais não garante autonomia tecnológica. O caso brasileiro mostra que possuir reservas é diferente de dominar o refino e a fabricação de produtos de maior valor.
Outro caminho é discutir as contradições da transição energética. Veículos elétricos e turbinas eólicas podem ajudar a reduzir o uso de combustíveis fósseis, mas dependem da extração de minerais e de processos industriais que também provocam impactos.
O candidato ainda pode abordar:
- A dependência mundial da cadeia produtiva chinesa;
- A necessidade de investimento em ciência e tecnologia;
- A formação de profissionais especializados;
- A fiscalização ambiental;
- A agregação de valor aos recursos brasileiros;
- A reciclagem de equipamentos eletrônicos; e
- A conciliação entre industrialização e proteção das comunidades atingidas.
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As terras raras conectam conteúdos de Química, Geografia, Física, tecnologia e meio ambiente. Para compreender o tema, é necessário diferenciar reserva, extração, refino e fabricação de componentes, além de observar a posição dos países em cada etapa da cadeia produtiva.
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