Falácia: o que são, tipos e muito mais!

Falácia: o que são, tipos e muito mais!

A filosofia é importante em diversas áreas do conhecimento. Pode ser utilizada como argumento lógico, construção de raciocínio, elucidação, entre outras coisas. A falácia, por exemplo, pode ser usada como figura de linguagem em discursos e redações de vestibulares.

Por isso, o Estratégia de Vestibulares preparou um artigo que resume o conceito e os tipos de falácias.

O que é falácia?

Falácia é a construção de uma ideia que aparenta uma lógica e veracidade, mas possui um ponto que o torna falso e falho.
Em termos aristotélicos, são enunciados falsos que simulam a verdade – também podem ser chamados de sofismas.

Falácia do Espantalho

O conceito de falácia do espantalho é usado para as situações em que o indivíduo distorce o argumento do outro interlocutor.

Por exemplo, se Andrew diz “não vou à aula porque não estou bem” e Alisson responde dizendo “lá vem os garotos que dizem que qualquer doença não deve ser admitida no ambiente escolar”, ocorreu uma falácia do espantalho.

A fala de Andrew diz sobre si mesmo e o próprio estado de saúde, entretanto Alisson constrói uma distorção do argumento e generaliza o discurso de Andrew para outros ambientes e indivíduos.

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Falácia da Bola de Neve

É o tipo de argumento que propõe ações encadeadas e catastróficas para atitudes mínimas executadas no presente. Geralmente, o enunciador não utiliza argumentos cientificamente comprovados ou factuais e faz uso de argumentação apelativa. 

Veja:
“Se não consertarmos o carro hoje, ele entrará em pane na viagem de amanhã, ficaremos sozinhos no escuro, um ladrão roubará nossos pertences e não teremos contato com ninguém – acabaremos solitários e com fome”

A sequência de ideias pessimistas descritas acima crescem como uma bola de neve, essa é a origem do nome da falácia. Veja que o autor da frase utiliza argumentos sensíveis para convencer o interlocutor e transmitir veracidade, ainda que sem factualidade alguma.

Falácia do Escocês

A falácia do escocês é a construção de um discurso encadeado que permite validar a primeira fase e desmistificar outros argumentos. Veja:

Mateus diz: “Todo brasileiro de alma e verdade come arroz e feijão ao menos uma vez por semana.”

Lucas rebate: “Meu irmão é brasileiro e não come arroz e feijão.”

Então, Mateus constrói a falácia do escocês: “Então, seu irmão não é um brasileiro de alma e verdade.”

Falácia ad hominem

O termo “ad hominem” remete à expressão “contra o homem”. Isso porque esse tipo de falácia representa um ataque contra aquele que propôs o primeiro argumento.

Por exemplo, se Pedro diz “sou a favor de escolas mais sustentáveis” e João rebate com “apenas pessoas tolas acreditam na sustentabilidade”, houve uma falácia ad hominem. Isso porque o discurso de João se direciona à ofensa contra Pedro, e não contra a ideia que ele expôs sobre sustentabilidade e educação. 

Tipos de falácias

As falácias são muito utilizadas em momentos de persuasão, como debates políticos, lideranças e discussões argumentativas do cotidiano. Conheça agora alguns tipos de falácias que podem aparecer no seu vestibular.

Argumento do “não saber”

A falácia que usa o argumento do não saber é também chamada de apelação à ignorância. Ela parte do pressuposto de que se você não prova que algo não existe, essa coisa existe.

Ou seja, se alguém disser que existem bruxas no telhado, não há como contrariar. Isso porque ninguém possui uma prova concreta de que as bruxas não estão lá.

Falácia da generalização ou composição

Nesse tipo de argumento, o autor generaliza uma característica individual para o coletivo. 

Por exemplo: “Joana é magra, portanto vem de uma família com pessoas magras”. 

Perceba que a conclusão do autor é falha, uma vez que expande uma característica única de Joana para toda sua família, o que pode estar incorreto – ainda que pareça verídico.

Falácia da separação ou divisão

Esse discurso é o oposto da generalização, ou seja, o locutor particulariza uma característica coletiva.

Exemplo: “Joana vem de uma família magra, logo será magra”.

Note que, embora o genótipo influencie no biotipo de Joana, não há provas concretas de que todas as pessoas magras vem de famílias magras. Assim, o autor usou um aspecto geral para individualizar Joana – isso é a falácia de divisão.

Exercícios

Com base no resumo descrito acima, responda a questão do Enem 2010 sobre estratégias argumentativas.

A gentileza é algo difícil de ser ensinado e vai muito além da palavra educação. Ela é difícil de ser encontrada, mas fácil de ser identificada, e acompanha pessoas generosas e desprendidas, que se interessam em contribuir para o bem do outro e da sociedade. É uma atitude desobrigada, que se manifesta nas situações cotidianas e das maneiras mais prosaicas.

No texto, menciona-se que a gentileza extrapola as regras de boa educação. A argumentação construída

a) aprdc47-4d8e-b6ac-6ab0dd1030c0″ class=”textannotation”>esenta fatos que estabelecem entre si relações de causa e de consequência.
b) descreve condições para a ocorrência de atitudes educadas.
razão e redação.

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