Em 2026, o cinema brasileiro alcançou um marco histórico com a consagração de O Agente Secreto no Globo de Ouro, ao ser premiado como Melhor Filme em Língua Não Inglesa.
Além disso, a obra garantiu o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama para Wagner Moura, sendo a primeira vez que uma produção nacional conquista duas estatuetas na mesma edição da tradicional premiação internacional.
Esse alcance consolida o reconhecimento global de Kleber Mendonça Filho, diretor do filme, como um dos nomes mais influentes do cinema contemporâneo brasileiro.
Ao mesmo tempo em que constrói um cinema estético e sensorialmente marcante, Kleber articula discursos críticos sobre poder, identidade, memória histórica, desigualdades sociais, conflitos urbanos e história coletiva.
Por isso, o Portal EV listou 7 filmes dirigidos ou produzidos por Kleber Mendonça Filho que podem ser usados no repertório sociocultural das redações dos vestibulares. Confira abaixo!
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O Agente Secreto (2025)
Ambientado principalmente no Recife, em Pernambuco, no ano de 1977, durante o auge da Ditadura Militar brasileira, o filme acompanha Marcelo (interpretado por Wagner Moura), um refugiado político que busca um local seguro e discreto para morar.
Marcelo se muda para uma antiga pensão,habitada por pessoas que também buscam refúgio ou que estão ligadas a esquemas de poder, esperando encontrar anonimato e paz. No entanto, o que ele encontra é uma atmosfera de paranoia e vigilância intensificada pela repressão estatal.
O filme explora como o autoritarismo e a luta de classes moldam as relações pessoais e comunitárias, e como a memória e o esquecimento são manipulados em um contexto de repressão.
Retratos Fantasmas (2023)
Nesse documentário pessoal, Kleber Mendonça Filho revisita salas de cinema antigas do Recife e memórias de sua própria infância.
Ao falar sobre edifícios abandonados, filmes esquecidos e hábitos culturais em transformação, o diretor constrói um retrato sensível da cidade e do Brasil, refletindo sobre como o avanço econômico e urbano pode apagar experiências coletivas e identidades culturais. O cinema, por sua vez, surge como espaço de memória, encontro e formação simbólica.
O documentário pode ser abordado em redações que falem sobre memória cultural, patrimônio histórico, apagamento cultural, urbanização, nostalgia, identidade coletiva, acesso à cultura e importância das artes.
Bacurau (2019)
Bacurau é uma cidadezinha do sertão que desaparece dos mapas e passa a receber eventos estranhos: chegada de estrangeiros, passeio de drones e mortes de moradores locais. A partir disso, toda a população se organiza para se defender e descobrir o que está acontecendo.
O filme traz ares futuristas e caóticos, mesmo em um cenário bucólico do interior do país, o que quebra uma série de paradigmas, tanto para o cinema nacional, quanto para sua narrativa e construção dos personagens e cenários.
A obra aborda assuntos como neocolonialismo, desigualdade social, violência simbólica e física, resistência popular, soberania nacional, exclusão social e faz crítica ao imperialismo cultural.
Aquarius (2016)
O filme conta a história de Clara (Sônia Braga) uma jornalista e crítica musical aposentada que vive sozinha em um antigo edifício à beira-mar, no Recife, chamado Aquarius.
Quando uma construtora tenta comprar todos os apartamentos para demolir o prédio e erguer um novo empreendimento, Clara resiste firmemente à pressão para deixar seu lar, que carrega memórias afetivas e uma forte ligação com sua história de vida.
O filme pode ser usado para argumentar sobre especulação imobiliária, gentrificação, direito à moradia, envelhecimento, memória afetiva, resistência individual e desigualdade urbana.
O Som ao Redor (2012)
O filme retrata o cotidiano de uma rua de classe média no Recife, marcada pela chegada de uma empresa de segurança privada. Aos poucos, surgem tensões entre moradores, empregados e vigilantes, revelando medos, ressentimentos e heranças do passado escravocrata brasileiro.
O som, de grades, alarmes e ruídos, funciona como metáfora da paranóia social e da desigualdade estrutural que organiza as relações.
A obra fala sobre segregação social, medo urbano, herança da escravidão, desigualdade, privatização da segurança, relações de poder e violência estrutural.
Recife Frio (2009)
Em forma de falso documentário, o curta-metragem imagina uma mudança climática extrema que transforma o clima tropical do Recife em frio intenso. A partir dessa premissa, o filme discute desigualdade social, adaptação econômica e exclusão, mostrando que até mesmo fenômenos naturais afetam de maneira desigual diferentes classes sociais.
O curta aborda mudanças climáticas, desigualdade social, adaptação social, impactos ambientais, injustiça climática e critica o discurso do progresso.
Dormir de Olhos Abertos (2024) – produção de Kleber Mendonça Filho
O filme, dirigido por Nele Wohlatz, acompanha personagens em deslocamento, atravessados por experiências de estrangeiridade, solidão e tentativa de pertencimento em espaços urbanos contemporâneos.
A narrativa fragmentada e contemplativa reflete sobre a dificuldade de comunicação em um mundo globalizado, no qual estar fisicamente presente não significa, necessariamente, sentir-se integrado.
O filme aborda a globalização, migração, identidade, solidão contemporânea, sensação de não pertencimento, comunicação e subjetividade no mundo moderno.
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