Filosofia Moderna: principais pensadores e desdobramentos

Filosofia Moderna: principais pensadores e desdobramentos

A contraposição entre o senso comum e o conhecimento científico existe há muito tempo e causa curiosidade em muitos indivíduos. Nessa oposição, surgem a filosofia moderna e o renascimento, modos de pensar que valorizavam a racionalidade e os conceitos concretos. 

Essa mudança de pensamento foi essencial para a progressão da ciência e, por isso, aparece com muita frequência nos vestibulares. Para te ajudar com esse assunto, a Coruja preparou um resumo com os maiores pensadores e principais características da filosofia moderna. Confira a seguir!

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Contextualização Histórica

No fim da Idade Média, com o declínio do feudalismo, surgiram fenômenos sócio-políticos-culturais que influenciaram no pensamento humano:

  • O crescimento do conhecimento sobre o mar e suas rotas, com as Grandes Navegações;
  • A transição do teocentrismo feudal para um antropocentrismo moderno, ou seja, o homem assume papel mais importante do que Deus nas decisões e características da sociedade;
  • As reformas religiosas e seus diferentes modos de interpretar a Bíblia;
  • O surgimento da burguesia e o crescimento da comercialização;
  • A invenção da imprensa e sua repercussão. 

Com todos esses fatores perpassando a sociedade, as ideias comuns foram questionadas. Nesse sentido, pode-se notar a mudança de um pensamento particular, não sistematizado, segmentado, infundamentado e variável para um conhecimento generalizado, universal, obtido a partir de métodos sistemáticos de modo a conectar ideias lógicas de maneira imparcial e rigorosa

Escolas da Filosofia Moderna

Diante desse contexto histórico e sua repercussão sobre os indivíduos e os espaços coletivos, surgiram algumas correntes filosóficas, nas quais havia grande interesse na valorização da razão e nos métodos de obtenção da verdade.

Conheça essas vertentes a seguir, e veja os principais filósofos modernos que as representam.

Racionalismo

Representado pelo filósofo René Descartes, o racionalismo é a escola da filosofia moderna que acredita em métodos padronizados para o alcance da verdade absoluta.

Para essa corrente, é muito importante haver o rigor matemático e racional do método cartesiano. Nele, deve-se:

  • Reconhecer uma evidência que sustente a hipótese;
  • Testar, observar e analisar minuciosamente cada detalhe dessa evidência;
  • Concluir, de maneira sistemática e ordenada se a hipótese se confirma;
  • Desdobrar detalhes profundos por meio da observação de teorias mais complexas.

Dado o controle maciço do racionalismo, surgem questões sobre tudo. Ou seja, é o questionamento de todas as coisas, até mesmo da existência. Nesse contexto, surge a emblemática frase: “Penso, logo existo”, em que Descartes indica que a possibilidade de racionalizar indicam a existência.

Além de Descartes, outros filósofos também desenvolveram teorias racionalistas, como Baruch Spinoza e Wihelm Leibniz

Empirismo

Do lado oposto do racionalismo, o empirismo é um modo de pensar filosofia moderna a partir da experiência. Nesse caso, a simples experimentação dos fenômenos indicam uma realidade racional. Ou seja, não é necessário que ocorram métodos padronizados e sistematizados para a obtenção da verdade. 

Dentre os principais pensadores estão: John Locke, Francis Bacon e David Hume. 

  • Locke: acreditava na existência humana como uma tábula rasa, que nasce sem conhecimento como uma folha em branco e, por meio da sensibilidade na experiência, adquire as ideias e formula verdades. Em termos políticos, ele defendeu a liberdade individual e se relaciona com o iluminismo que surge posteriormente;
  • Bacon: esse filósofo criou um método de investigação indutivo, muito utilizado na observação de fenômenos naturais. Para ele, o conhecimento era uma das formas de controlar a natureza e expandir a prosperidade humana;
  • Hume: pensador que defendia a tese de que todo o conhecimento deriva da experiência sensível. Nesse caso, os sentidos eram a principal forma de acesso à verdade — para ele as impressões sensoriais, quando racionalizadas, são capazes de formar a ideia.

Contratualista

Muito ligados à política e à justiça, a teoria contratualista da filosofia moderna acredita que a sociedade passou por um período em que a moral não regia as ações. Para a organização coletiva, surgiu um pacto social que correlaciona os indivíduos e cria regras de convivência.

Ou seja, a partir de um contrato social os indivíduos saem de um contexto de natureza humana pura, para uma realidade regida por leis pactuais acordadas (ainda que de forma inconsciente) em uma coletividade.

Os principais representantes dessa vertente são Jean-Jacques Rousseau e Thomas Hobbes.

Iluminismo

Focado principalmente no questionamento do absolutismo, o iluminismo representa bem a transformação trazida pela Filosofia Moderna. Assim como nas outras correntes, havia uma intensa valorização da lógica e razão — de modo que o cientificismo era a principal característica dessa corrente. 

O iluminismo teve seu ápice no século XVIII, também chamado de século das luzes e versava, principalmente, sobre as teorias políticas que regiam a sociedade, bem como as expectativas de mudanças para essas organizações. 

Por exemplo, a partir dessa corrente nasceu a divisão do estado em três poderes: executivo, legislativo e judiciário — assim como acontece no Brasil atualmente. O liberalismo, muito importante para o capitalismo, também é fruto do século iluminado.

Os pensadores iluministas estavam relacionados com a burguesia e são nomes conhecidos: John Locke, Montesquieu, Voltaire, Rousseau, entre outros.

Questão de Filosofia Moderna

Agora que você já leu o resumo sobre filosofia moderna e conhece os principais pensadores, resolva a questão a seguir. Para concluir seu estudo, confira sua resposta com a resolução proposta pelo Estratégia Vestibulares!

ENEM 2018

O século XVIII é, por diversas razões, um século diferenciado. Razão e experimentação se aliavam no que se acreditava ser o verdadeiro caminho para o estabelecimento do conhecimento científico, por tanto tempo almejado. O fato, a análise e a indução passavam a ser parceiros fundamentais da razão. É ainda no século XVIII que o homem começa a tomar consciência de sua situação na história.

ODALIA, N. In: PINSKY, J.; PINSKY, C. B. História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003.

No ambiente cultural do Antigo Regime, a discussão filosófica mencionada no texto tinha como uma de suas características a

a)  aproximação entre inovação e saberes antigos.
b) conciliação entre revelação e metafísica platônica.
c) vinculação entre escolástica e práticas de pesquisa.
d) separação entre teologia e fundamentalismo religioso.
e) contraposição entre clericalismo e liberdade de pensamento.

O texto enunciado versa sobre a racionalidade e a lógica presente no século XVIII. Conforme o crescimento da filosofia moderna e a valorização do conhecimento coletivo, a liberdade de pensamento tornou-se essencial para a formulação de teorias e verdades científicas. Por isso, ocorria uma intensa “contraposição entre clericalismo e liberdade de pensamento”, como indica a alternativa E.

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