Taylorismo: o que é, características, contexto histórico e importância

Taylorismo: o que é, características, contexto histórico e importância

Você sabe o que é taylorismo? Como uma teoria fabril do período de industrialização mundial embasou os principais modelos produtivos do século XIX, o método está intimamente ligado com as revoluções industriais e o capitalismo.

Nos próximos tópicos você encontrará as principais características da ideia taylorista e como elas influenciaram o cenário industrial, com a padronização da produção e o estabelecimento do fordismo. Acompanhe para saber mais detalhes.

Contexto histórico do taylorismo

Em meio ao desenvolvimento da Segunda Revolução Industrial, havia uma grande ascensão social da burguesia, fortalecimento da comercialização de mercadorias e, com isso, necessidade de produção eficiente e rápida — o que garantiria maior lucratividade e prestígio social para a elite.

Nesse sentido, as condições sociais e econômicas estavam cada vez mais desgastadas. Os grandes proprietários dos meios de produção utilizavam a situação para garantir lucro, subjugando o proletariado a situações de trabalho subumanas.

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Os indivíduos, entretanto, perceberam a influência negativa da situação sobre suas vidas. Com as relações fragilizadas, a mão de obra ficava comprometida e, consequentemente, havia baixa produtividade e prejuízo para a elite. 

Diante dessas circunstâncias, diversos estudiosos se dedicaram a analisar as características sociais, o que causou o surgimento da sociologia. Na parte industrial, o engenheiro Frederick Taylor desenvolveu uma teoria para aumentar a produtividade das fábricas, que é o taylorismo.

O que é o taylorismo e seu conceito  

O taylorismo foi um sistema de gerenciamento, calcado em metodologia científica, criado pelo engenheiro Fred W. Taylor. Na visão dele, a tarefa do gerenciamento fabril era determinar a melhor forma do trabalhador realizar se trabalho, providenciando ferramentas e treinamento apropriados e incentivos ao alto desempenho.

A ideia de Taylor era criar um ambiente de trabalho onde a produção de mercadorias acontecesse de maneira lógica, a partir da racionalização do processo de construção de cada produto.

O sistema taylorista foi desenvolvido a partir de estudos científicos que analisaram o comportamento dos trabalhadores, a totalidade do método de fabricação e quais itens deveriam ser alterados para aumentar o lucro da elite. 

A teoria não pregou diretamente a inovação tecnológica: o principal foco era eliminar os pontos de distração e a perda de eficiência produtiva. Assim, havia uma incessante supervisão e massivo controle da linha industrial.

Características do taylorismo

Frederick Taylor, ao analisar cientificamente a fábrica onde trabalhava (Midvale Steel, Filadélfia – Estados Unidos), percebeu que o controle dos proletários aumentava a produtividade do trabalho.

Perceba que o peso da racionalização científica é importante nessa teoria: antigamente as metodologias estavam baseadas em simples observações e nas  experiências dos empresários. Agora, técnicas comprováveis são aplicadas, o que confere maior confiabilidade ao processo.

Um ponto defendido pelo taylorismo é a procura pelo cargo em que um trabalhador fosse mais eficiente. Os indivíduos eram submetidos a seleções e treinamentos onde suas qualificações eram exploradas, até que a característica mais lucrativa se evidenciasse. 

Taylor acreditava que a supervisão constante da fábrica era um dos pilares da produção rentável. Isso porque a disciplina e organização na hora de realizar as tarefas evita desperdícios e, consequentemente, aumenta o lucro final.

Além disso, o engenheiro acreditava que a menor autonomia do trabalhador era boa para a empresa. Por essa razão, o sistema de produção de cada mercadoria deve sofrer diversas divisões. 

Cada proletário ficava responsável por uma dessas subdivisões e, portanto, estava alheio às etapas de produção daquele produto.

Ao mesmo tempo, o taylorismo também entende a fadiga do empregado como maléfica para a lucratividade. Nesse sentido, Frederick se debruçou na criação de metodologias que amenizassem o cansaço causado pelo trabalho excessivo nas linhas industriais. 

A competitividade era um meio de impulsionar o desenvolvimento dos funcionários: aqueles que apresentassem maior desempenho poderiam receber premiações remuneradas. No fim, a busca incessante pelos prêmios garantia maior números produtivo e o patrão lucrava mais. 

No que se refere a mão de obra, o taylorismo prega uma hierarquia industrial: os trabalhos intelectuais estariam acima daqueles que são feitos com força bruta. Assim, os gerentes e chefes tinham maior facilidade de controlar os proletários, uma vez que a subordinação passava por um quesito social.

Taylorismo e fordismo

O fordismo foi o modelo produtivo que colocou em prática as teorias do taylorismo, com adaptações para o uso de tecnologias na fabricação de automóveis nas indústrias Ford, de Henry Ford.

Assim como em Taylor, o trabalho era cronometrado, com controle de intervalos e supervisão. A “melhor função” do trabalhador era determinada e ele estava sujeito a repetí-la exaustivamente — assim, se tornava especialista naquele trabalho industrial e se tornava alienado frente ao método completo de produção da mercadoria.

Como inovação no método taylorista os produtos passaram a ser padronizados, com uma só cor e modelo: acreditava-se que a cada nova ideia, a burocracia de fabricação aumentaria, os pedidos ficariam atrasados e resultaria em prejuízo para o empresário.

A transformação tecnológica da produção é o principal ponto de diferenciação entre o taylorismo e o fordismo: neste último, esteiras transportadoras guiavam a matéria prima até o trabalhador que a transforma naquela etapa. Com isso, o deslocamento na fábrica ficou menor e as linhas de montagem garantem melhor controle e supervisão.

Diante das ideias capitalistas e industriais, os trabalhadores eram vistos como “gasto”:  quanto maior a produtividade e quanto menor o gasto com trabalhadores e matéria prima, maior o lucro, como demonstra o gráfico abaixo.

O que é taylorismo? - lógica gráfica

Note como é importante que com o mesmo número de trabalhadores, com o mesmo salário, aumenta-se a produção bruta ao fim do mês. Por isso, o fordismo e o taylorismo foram amplamente aplicados durante a Segunda Revolução Industrial. 

Por fim, é importante ressaltar que a teoria de Taylor também influenciará novos modos produtivos, como o toyotismo, que surge no Japão a partir de adaptações às necessidades e cultura do país.

Questões que cobraram o Taylorismo

UFES 2006

Os modelos de produção industrial fordista e taylorista propiciaram, no contexto da sua criação, um incremento da capacidade produtiva das indústrias ao otimizar a relação tecnologia/força de trabalho. Analise as seguintes definições sobre o Fordismo e o Taylorismo.

I – O Fordismo é um método de organização do trabalho fabril baseado na produção em série, ou linha de montagem.

II – O Taylorismo constituiu-se como método de organização do trabalho fabril já na época da máquina a vapor.

III – O Fordismo constituiu um método de organização do trabalho fabril que visava ao aumento da produtividade por meio da autonomia do trabalhador em relação à máquina.

IV – O Taylorismo se caracteriza como método de racionalização da produção que introduz a hierarquização nas relações de trabalho e a burocratização na administração da fábrica.

V – O Fordismo é contemporâneo das máquinas movidas segundo o padrão óptico.

É CORRETO o que se afirma em:

a) I, II e IV.   
b) I e IV.   
c) II, III e V.   
d) II e IV.
e) IV e V.   

Alternativa correta B

  • II e V são incorretas porque o fordismo e o taylorismo surgem na Segunda Revolução Industrial, com a máquina a combustão interna; e
  • III está errada porque esses métodos eram contra a autonomia do trabalhador.

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