Fatos históricos que podem cair no vestibular em 2024
Desfile de 7 de setembro de 1972 / Foto: Arquivo Nacional

Fatos históricos que podem cair no vestibular em 2024

Relembre os acontecimentos históricos que podem aparecer na sua prova e entenda a importância de não esquecer deles na hora dos estudos

O ano de 2024 está cheio de efemérides importantes, com acontecimentos nacionais e internacionais, que podem ser ótimos para as bancas dos vestibulares explorarem em questões objetivas ou dissertativas. Mas, afinal, o que é uma efeméride? São acontecimentos importantes que, por suas características, são lembrados ao longo da história.

Confira uma lista repleta de fatos históricos que completarão 50, 100, 200 anos em 2024, poderão aparecer nas suas provas, e não devem ficar de fora do seu cronograma de estudos:

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200 anos da primeira Constituição do Brasil (1824)

Em junho de 1822, três meses antes de Dom Pedro I declarar a Independência, foi convocada uma assembleia para a criação da primeira Constituição Federal do Brasil. Os 90 membros, que representavam 14 províncias diferentes, apresentaram, no ano seguinte, uma Carta com fortes características antilusitanas e limitações aos poderes do imperador.

Descontente, Dom Pedro I aliou-se com o Partido Português, usou do Exército para expulsar os membros da assembleia constituinte e apresentou um novo texto para a Constituição. Por ter sido outorgada por Dom Pedro I, ou seja, imposta, a Constituição Federal de 1824 não foi criada e nem votada pelo Poder Legislativo. Em 1834, após a abdicação do imperador ao trono, foram feitas reformas na Constituição por meio do Ato Adicional.

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120 anos da Revolta da Vacina (1904)

Em 1904, a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, enfrentava sérios problemas de urbanização. Boa parte da população vivia em cortiços e moradias precárias, não havia saneamento básico, o lixo era acumulado nas ruas e doenças como varíola, febre amarela, peste bubônica e tuberculose faziam milhares de vítimas anualmente.

Decidido a mudar a imagem negativa que a capital possuía internacionalmente, o presidente Rodrigues Alves começou um projeto de reurbanização do município que, entre outras coisas, desapropriou os cortiços e levou pessoas pobres a ocupar áreas de morro — dando início ao tipo de bairro que conhecemos como favela — e tornou obrigatória a vacinação contra a varíola, autorizando agentes de saúde a vacinar pessoas forçadamente.

Com apenas 15 anos do sistema republicano estabelecido, ainda haviam muitas camadas sociais descontentes com o tipo de governo, como os monarquistas, nobres que perderam títulos e os ex-escravizados que não tinham assistência social, por exemplo. Junto a isso, somou-se a desconfiança contra o imunizante, fomentada inclusive pela imprensa, que era novidade à época, e houve a revolta.

Durante cinco dias os manifestantes protestaram nas ruas, depredaram bondes e carros, e confrontaram policiais e agentes de saúde. Diversas pessoas foram presas e mortas e o governo revogou a obrigatoriedade da vacina contra a varíola.

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110 anos do início da Primeira Guerra Mundial (1914)

O cenário por trás da Primeira Guerra Mundial era a chamada Segunda Revolução Industrial e o neocolonialismo, quando as burguesias capitalistas dos países europeus disputavam territórios, matérias-primas, mão-de-obra e mercados consumidores na África e na Ásia. Além disso, havia uma forte produção bélica e um clima de iminente conflito na Europa.

A guerra durou quatro anos e de um lado tinha a Tríplice Entente, formada por Inglaterra, França, Rússia e Estados Unidos a partir de 1917. Do outro lado estava a Tríplice Aliança, formada por Alemanha, Áustria e Itália, que posteriormente mudaria de lado. 

A Tríplice Aliança saiu derrotada do conflito, encerrado oficialmente em 1919 com o Tratado de Versalhes, e a Alemanha foi punida com a perda de colônias africanas, sendo obrigada a dar independência à Áustria e a pagar indenização aos países afetados pela guerra.

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100 anos da Revolta Paulista (1924)

A Revolta Paulista foi diretamente ligada ao movimento do Tenentismo, que havia sido deflagrado dois anos antes. Jovens oficiais do Exército, descontentes com o poder das oligarquias de São Paulo e de Minas Gerais sobre a política nacional, reuniram-se na tentativa de depor o então presidente da República Artur Bernardes.

Em 5 de julho de 1924, a capital paulista foi bombardeada pelos revoltosos, destruindo casas e prédios e forçando pessoas, inclusive o governador Carlos Campos, a fugirem para o interior do estado. O conflito durou 23 dias, enquanto os paulistas aguardavam apoio, que não veio, dos estados de Mato Grosso, Amazonas, Pará e Rio Grande do Sul.

Entre as reivindicações da derrotada Revolta Paulista, estavam o voto secreto, mudanças no sistema público de ensino e a participação dos militares na política brasileira. 


80 anos de Chico Buarque (1944)

Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, nasceu em 19 de junho de 1944, na cidade do Rio de Janeiro. Além de ser um dos maiores cantores do Brasil, Chico ainda é compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator, e chegou a cursar Arquitetura e Urbanismo na USP, nos anos 1960, mas não concluiu a graduação. 

Seu álbum de estreia foi “Chico Buarque de Hollanda”, de 1966. Três anos mais tarde, o cantor exilou-se na Itália para fugir da repressão da Ditadura Militar (1964 – 1985), e só voltou ao Brasil em 1970, lançando o álbum “Construção”, um dos mais importantes de sua carreira, compostos de fortes mensagens críticas ao regime militar.

Como escritor, Chico recebeu três vezes o Prêmio Jabuti e o Prêmio Camões, o principal troféu literário da Língua Portuguesa. Além disso, sua obra “Fazenda Modelo”, de 1979, foi cobrada como leitura obrigatória no Vestibular de Verão 2024 da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe).

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75 anos da fundação da Alemanha Oriental e da Alemanha Ocidental (1949)

Após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o país foi dividido em dois, já no contexto da Guerra Fria (1947 – 1991). No Oeste, estava a República Federal da Alemanha (RFA), ou Alemanha Ocidental, que existia sob influência dos Estados Unidos e seguia o regime capitalista. Já no leste, ficava a República Democrática Alemã (RDA), ou Alemanha Oriental, que era socialista sob influência da União Soviética.

A partir de 1961, o chamado Muro de Berlim foi construído para separar os dois sistemas econômicos que existiam na capital e simbolizar ainda mais a polarização que dividia o mundo entre países capitalistas e socialistas durante aquele período. 

A queda do Muro de Berlim ocorreu em 1989, como parte do declínio da União Soviética, maior referência socialista do período, que teria seu sistema de produção convertido ao capitalismo oficialmente e seria desintegrada a partir de 1991.

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60 anos do Golpe Militar no Brasil (1964)

O Golpe Militar de 31 de março de 1964, que retirou o presidente João Goulart (Jango) do cargo, foi o marco inicial da Ditadura Militar que governou o Brasil por 21 anos. Jango era vice-presidente e assumiu chefia do Executivo em agosto de 1961, após a renúncia de Jânio Quadros, que deixou o cargo por pressão dos grupos de extrema-direita e dos Estados Unidos, que enxergavam seu governo como progressista e à esquerda demais.

O descontentamento com o governo de Jânio e João Goulart teve seu ápice com as chamadas Reformas de Base, programa que previa reformas agrária, urbana, tributária, eleitoral, educacional e bancária. A proximidade de Jango com movimentos sindicais também desagradava a burguesia empresarial da época.

Em 9 de abril de 1964, os ditadores decretaram o Ato Institucional nº 1, que criava mecanismos jurídicos para o golpe e instituiu a eleição indireta, que elegeu o marechal Humberto Castello Branco como presidente da ditadura.

Até 1985, quando o regime ditatorial chegou ao fim, os brasileiros sofreram com perseguições, violência policial, censura, torturas, sequestros e assassinatos. Principalmente, mas não só, aqueles que se opunham à ditadura.

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50 anos da inauguração da Ponte Rio-Niterói (1974)

Oficialmente chamada de Ponte Presidente Costa e Silva, em referência a Artur da Costa e Silva — segundo presidente da ditadura militar brasileira —, a popular construção que liga as cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Niterói (RJ) começou a ser construída em 1969 e foi inaugurada em 1974.

Com extensão total de 13,29 km, dos quais 8,83 km são sobre a água, e 72 m de altura em seu ponto mais alto, a ponte é considerada a maior em concreto protendido do hemisfério. Além disso, quando foi inaugurada, era a segunda maior ponte do mundo, perdendo apenas para a Ponte do Lago Pontchartrain, nos Estados Unidos.

A construção da ponte ainda é envolta de suspeitas de corrupção envolvendo o governo militar e as empreiteiras e de mortes de operários. O número oficial de óbitos durante a obra, divulgado pela ditadura, é de 33. Entretanto, há subnotificação, assim como falta de investigações de corrupção, devido à censura que era imposta à imprensa. 

40 anos do movimento “Diretas Já” (1984)

As “Diretas Já” foi um movimento popular que reuniu as forças de oposição à Ditadura Militar para pedir eleições diretas para Presidência da República, que estavam extintas desde a publicação do Ato Institucional nº 1, em 1964. As movimentações eram feitas por comícios e passeatas, pedindo a aprovação da Emenda “Dante de Oliveira”.

A Emenda restituía as eleições diretas e foi proposta em um contexto de abertura política por parte da Ditadura. Durante os governos militares de Ernesto Geisel e João Figueiredo, medidas de repressão, como os atos institucionais, foram sendo revogadas, foi aprovada a Lei da Anistia, para perseguidos políticos, além de chegar ao fim o bipartidarismo, possibilitando a criação de outras legendas.

Mesmo com as Diretas Já e o abrandamento do regime, a Emenda Dante de Oliveira não foi aprovada, mas ainda assim, o Colégio Eleitoral elegeu Tancredo Neves, um dos líderes do movimento, como Presidente, nas eleições de 1985.

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30 anos da morte de Ayrton Senna

Em 1º de maio de 1994, o experiente piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna da Silva, faleceu em um acidente durante o Grande Prêmio (GP) de San Marino, na Itália. O acidente que vitimou Senna foi responsável por fazer com que o esporte adotasse medidas de segurança mais rígidas, que garantem a segurança dos pilotos até os dias de hoje.

Durante os dez anos correndo na Fórmula 1, Ayrton Senna  acumulou 41 vitórias e três títulos de campeonatos mundiais (1988, 1990 e 1991), todos pela equipe McLaren. Em abril de 2023, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sancionou a Lei 14.559/23, que tornou o piloto Patrono do Esporte no Brasil.

20 anos da criação do Orkut e do Facebook (2004)

Duas das redes sociais de maior popularidade no Brasil completam duas décadas de criação em 2024. Durante os anos 2000 e 2010, o Orkut reuniu milhares de usuários, e em 2008, com apenas quatro anos de existência, já tinha o Brasil como o país com o maior número de contas registradas, em todo o mundo, segundo o site Host Mídia

Alguns anos mais tarde, a rede social começaria a perder espaço para o Facebook, que apesar de ter a mesma idade, era inicialmente restrito aos estudantes da Universidade de Harvard, onde seu criador Mark Zuckerberg, estudou. De acordo com dados da comScore, o Facebook acumulava 36,1 milhões de usuários no Brasil, contra 34,4 milhões de contas do Orkut, em 2012.

Em 2014, o Google, proprietário do Orkut, descontinuou a rede social, deixando que seus usuários recuperassem dados e fotos até o ano de 2016. Já o Facebook, além de ainda existir, faz parte do grupo Meta, ao lado de redes como o Instagram e WhatsApp.

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